A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) garantiu hoje que "não há evidência" que sugira "diferenças no perfil de segurança" entre as vacinas contra a gripe A (H1N1), com ou sem adjuvante.
"Os dados analisados continuam a permitir a conclusão de que não há evidência que sugira diferenças no perfil de segurança das vacinas com ou sem adjuvante", respondeu o Infarmed à agência Lusa, solicitado a comentar a opção espanhola de administrar às grávidas vacinas sem adjuvante.
Na resposta à Lusa, o Infarmed sublinha que foi hoje actualizado, em reunião do Grupo Europeu de Farmacologia, da Agência Europeia do Medicamento, o ponto de situação sobre a segurança das vacinas contra o vírus H1N1 contendo adjuvante.
A Autoridade Nacional do Medicamento aproveita para realçar que países como a Suécia, a Noruega, a Bélgica ou o Reino Unido "já iniciaram a vacinação da população, incluindo grávidas, com a mesma vacina utilizada em Portugal".
"Na Suécia foram já vacinadas mais de 2,5 milhões de pessoas e na Noruega cerca de um milhão de pessoas sem que tenham sido reportados efeitos adversos diferentes dos esperados para as vacinas da gripe", destaca o Infarmed.
Aquele organismo admite que alguns países terão optado por usar nas grávidas vacinas contra a gripe A sem adjuvante, tendo em conta a controvérsia que paira na opinião pública e que está a condicionar a aceitação naquele grupo de risco.
"É importante também informar que estes países estão apenas agora a iniciar a vacinação, ao contrário de outros, como Portugal, que iniciaram a vacinação há já algumas semanas", conclui o Infarmed.
O Infarmed, sob a tutela do Ministério da Saúde, "é a autoridade reguladora nacional que avalia, autoriza, regula e controla os medicamentos de uso humano, bem como os produtos de saúde, designadamente os dispositivos médicos e os produtos cosméticos e de higiene corpora".
A sua principal missão é "garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos e dos produtos de saúde, prevenindo os riscos decorrentes da sua utilização, assegurando os mais elevados padrões de saúde pública e a defesa dos interesses do consumidor".
Espanha iniciou hoje o processo de vacinação contra a gripe A (vírus H1N1), com as primeiras vacinas a irem para grupos prioritários.
Em Portugal, é administrada - incluindo a grávidas - a vacina Pandemrix no combate à gripe A, aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada na União Europeia.
A Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam.
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) esclareceu anteriormente que aquele adjuvante tem sido utilizado noutras vacinas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo.
Segundo este organismo, os adjuvantes (também conhecidos como imunomoduladores ou potenciadores da resposta imunitária) são um componente utilizado em vacinas há décadas para melhorar a resposta imunitária aos antigénios presentes.


