Gripe A: hotéis e restaurantes já têm guia que ensina a evitar o contágio

28.07.2009 - 13:00 Por Lusa
A associação de hotelaria e restauração lançou o primeiro guia que ensina os estabelecimentos a evitar o contágio da gripe A, aconselhando, por exemplo, os empregados a substituir o tradicional aperto de mão aos clientes por uma vénia.
Para "evitar o mais possível a pandemia", o manual contém um conjunto de recomendações para os profissionais da hotelaria e restauração, referindo os comportamentos e atitudes que devem ter e as regras quanto à higienização das instalações.
Assim, é "aconselhado que o empregado não dê o tradicional aperto de mão aos clientes de longa data, muito comum nalguns estabelecimentos, mas que lhes faça uma vénia, ou então que os cafés não fiquem servidos, à espera, em cima do balcão", além de regras práticas para o pessoal que arruma os quartos nos hotéis, explicou António Condé Pinto, presidente executivo da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT).
"Estamos a recomendar vivamente uma alteração dos comportamentos dos empregados tendo em vista a protecção total dos produtos e dos utensílios. Pires e chávenas de café em cima do balcão é algo que é fortemente desaconselhado nesta altura, porque as pessoas podem espirrar para cima do café que outros vão tomar", acrescentou António Condé Pinto. O manual é uma "chamada de atenção muito forte às pessoas que trabalham no sector e que lidam com o público, para um cuidado redobrado", mas é acompanhado de uma proposta de ordem de serviço, que cada empresa é livre de adoptar.
"São conselhos, mas também distribuímos às empresas uma proposta de ordem de serviço, porque achamos que a situação é suficientemente grave para que as empresas entreguem aos seus colaboradores informação e depois uma ordem para cumprirem, porque está em causa um problema de saúde pública", disse o responsável.
O "Guia de informação e recomendações para empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e bebidas sobre a Gripe A (H1N1)" segue as orientações da Direcção-Geral de Saúde e da Organização Mundial de Saúde.
Além de indicações sobre a atitude a ter perante os clientes, informações sobre o vírus e medidas gerais de prevenção, inclui também "notas para a elaboração de um plano de contingência; instruções para os trabalhadores; e informação sobre o encerramento do estabelecimento e encargos com baixa por doença".

