Hospitais contactados pela Lusa asseguram estar a conseguir responder à procura dos doentes com sintomas gripais e ainda não sentiram necessidade de reforçar o número de camas no internamento, como prevêem os planos de contingência da Gripe A.
Apesar da situação vivida no fim-de-semana nas urgências do Centro Hospitalar do Alto Ave em Guimarães, vários hospitais contactados pela agência Lusa afirmaram que a situação está estabilizada.
“Contrastando com outros hospitais, não tivemos um afluxo acrescido e não tenho indicação de que estejamos em disparo de procura devido a infecções respiratórias ou quadros gripais, atribuíveis na sua maioria provavelmente a gripe A”, adiantou o director clínico do Hospital Santa Maria.
Correia da Cunha referiu que a urgência pediátrica é a que tem registado maior procura devido a sintomas gripais, uma situação “normal” nesta época do ano.
Em termos de internamentos, “a situação também está estabilizada, não estamos em esforço”, disse, acrescentando que ainda não foi necessário recorrer a mais médicos para as urgências.
No Centro Hospitalar de Lisboa Central (hospitais de São José, Capuchos, Estefânia e Santa Marta), a afluência às urgências “tem vindo a manter-se constante” ao longo deste mês.
Devido ao acréscimo de afluência à urgência no D. Estefânia, houve necessidade de abrir, em Outubro, o Pavilhão da Gripe, aumentando o número de enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos. As equipas médicas de urgência foram reforçadas dentro dos recursos existentes.
Com a activação do Plano de Contingência, alguns pediatras serão “deslocados” da consulta externa para o reforço das equipas de urgência, estando a ser equacionada a possibilidade de contratar médicos recentemente aposentados.
A taxa de internamento por diagnóstico de Gripe A no D. Estefânia é “muito baixa (inferior a cinco por cento)”, uma taxa que se tem mantido nas últimas semanas.
No Hospital Curry Cabral, o número de internamentos por gripe A não tem ultrapassado os dois ou três casos nas últimas semanas.
“A maior parte dos doentes vai para casa e o número de doentes que recebemos nas urgências andará na ordem dos 15/20, às vezes chega aos 25/28. Pode ter chegado aos 30 por dia, mas não passa disso”, assegurou o administrador do hospital.
Manuel Delgado disse ser uma situação “perfeitamente comportável” e que nunca trouxe dificuldades: “Mas estamos perfeitamente preparados para um dia destes termos um embate muito maior da gripe”.
Para esse cenário já está preparada uma área de atendimento de urgência “preparada para abrir quando for preciso”.
No Hospital Amadora-Sintra, onde estão internados três adultos e quatro crianças com gripe A, houve um pico na urgências no dia 16 de Novembro. A nível da pediatria, chegou a haver 350 crianças por dia nas urgências, disse fonte hospitalar.
Nos Hospitais Universitários de Coimbra estão internados no Serviço de Infecciosas 15 doentes, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 50 por cento das camas reservadas para a gripe A, um número que tem vindo a subir lentamente.
“Neste momento, existe um sector da gripe do serviço de urgência com respectivo reforço em recursos humanos e foi activada uma unidade de internamento no Serviço de Infecciosas com 29 camas e expansão do serviço de medicina intensiva com 10 camas”, adianta o hospital.
À medida que a situação for evoluindo, estão previstas outras medidas, como adiar actividades médicas e cirúrgicas programadas não prioritárias.
No Hospital Central de Faro, a capacidade de resposta aos doentes infectados com H1N1 tem sido boa e dentro dos tempos previstos, não havendo necessidade de reforçar, para já, o número de camas de internamento.
Segundo o hospital, "não tem sido registado um aumento significativo do número internamentos devido a complicações provocadas pelo H1N1".


