A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou esta manhã que mais de duas mil pessoas, em 23 países, foram infectadas pelo vírus da gripe A H1N1, quase duas semanas depois de declarado o surto no México.
O ponto da situação divulgado pela OMS às 07h00 da manhã inclui já as últimas 13 mortes confirmadas ontem pelas autoridades de saúde mexicanas, elevando para 42 o número de vítimas do surto no país. Em contrapartida, não faz referência ao primeiro doente confirmado ontem na Polónia. Com o caso polaco, são já 24 os países atingidos pelo surto, identificado no dia 23 de Abril.
No México, que começou ontem a regressar à normalidade, com a reabertura dos transportes, serviços públicos e restaurantes, há a confirmação de 1112 pessoas infectadas e há ainda alguns casos graves a ser seguidos nos hospitais.
Contudo, as autoridades mexicanas garantem que a epidemia está em regressão. Pediram, por isso, explicações para as medidas restritivas aplicadas por outros países, como a suspensão de ligações aéreas ou a colocação dos seus cidadãos em quarentena, mesmo sem apresentarem sintomas.
A China, um dos países visados pelo México, justificou as medidas draconianas adoptadas nos últimos dias com a necessidade de evitar as “consequências catastróficas” que a nova forma de gripe poderia ter no país. “Somos um país em desenvolvimento com uma população enorme, tanto em número como em densidade, e já passámos pela pneumonia atípica” que em 2003 matou mais de 700 pessoas no país, explicou Ma Zhaoxu, porta-voz da diplomacia chinesa.
O responsável acrescentou que a maioria das pessoas colocadas em quarentena após chegarem ao país tinham nacionalidade chinesa e sublinhou que todas as medidas postas em prática não visam proteger apenas a China “mas toda a Ásia” de uma nova epidemia.
A própria OMS recomendou hoje aos países asiáticos para se manterem vigilantes, apesar de haver apenas três casos confirmados na região (dois na Coreia do Sul e um em Hong Kong). Keiji Fukuda, “número dois” da organização, explicou que apesar de o vírus A H1N1 se mostrar até agora menos agressivo do que aquele que causou a pandemia de 1918, há a possibilidade de regressar no final do ano, mais virulento do que agora.
Notícia corrigida às 15h15


