Gripe A (H1N1): Índia confirma primeiro caso e Japão o primeiro foco da doença

16.05.2009 - 09:33 Por Agências
A Índia confirmou hoje o seu primeiro caso de gripe A (H1N1). Trata-se de um homem de 23 anos que chegou esta semana à cidade de Hyderabad. O Japão confirmou o aparecimento do primeiro foco da doença, referindo-se a um estudante que contraiu o vírus apesar de não ter viajado para o estrangeiro.
Ontem, a Organização Mundial de Saúde alertou para o falso sentimento de segurança causado pela aparente diminuição do número de casos. Hoje, o vírus está confirmado em mais um país, a Índia.
Na quarta-feira, um homem de 23 anos chegou ao aeroporto de Hyderabad, capital do estado de l'Andhra Pradesh.
“O homem é indiano e foi identificado nos monitores do aeroporto. As autoridades colocaram-no em quarentena. Foram-lhe retiradas amostras de sangue que vieram a revelar-se positivas”, contou Vineet Choudhary, do Ministério da Saúde indiano.
Choudhary acrescentou que o indivíduo viajava do Dubai para Hyderabad e que aqueles que viajavam perto dele foram isolados e estão a ser seguidos a nível médico.
Japão confirma primeiro foco do vírus
O cenário do vírus A (H1N1) registou hoje uma evolução no Japão. As autoridades confirmaram o aparecimento do primeiro foco, referindo-se a um estudante de 17 anos, originário de Kobe, que contraiu a doenças sem ter ido ao estrangeiro.
Este é o primeiro caso confirmado de contaminação no interior do arquipélago.
Foi no início do mês que o Japão descobriu os seus primeiros casos de gripe A (H1N1), no aeroporto de Narita, perto de Tóquio. Mas eram um professor e três alunos japoneses que tinham regressado do Canadá. Estes continuam hospitalizados, em observação.
Nobuhiko Okabe, director do Centro japonês de vigilância de doenças infecciosas, está convencido de que o vírus vai propagar-se no Japão e recomenda o destacamento de equipas médicas suplementares nos hospitais.
“Será difícil conter uma epidemia numa cidade como Tóquio”, advertiu. Na região do Grande Tóquio vivem cerca de 36 milhões de habitantes, sendo a zona mais populosa do mundo.
Até ao momento o vírus já infectou 7500 pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de vítimas mortais chegou às 65 em 34 países.

