Gripe A H1N1: Governo prepara planos para escolas e jardins-de-infância

11.07.2009 - 09:20 Por Lusa, PÚBLICO
Os ministérios da Saúde, Educação e Trabalho reuniram ontem para preparar planos de contingência para a epidemia da gripe A H1N1 para as escolas, creches e jardins-de-infância, disse a ministra Ana Jorge.
Segundo a ministra, o objectivo é fazer planos de resposta para "tudo o que são espaços de ensino, incluindo todas as crianças e jovens que estão em estabelecimentos de ensino e também o ensino superior", porque "esta gripe tem uma particularidade: atingir fundamentalmente crianças, jovens e jovens adultos".
"O plano de contingência [naqueles espaços] tem de começar já, não é só quando abrirem as escolas", reforçou, acrescentando que "estão no terreno uma série de preparativos", estando já "identificados materiais que estão a ser distribuídos e está a ser feita programação e trabalho com as escolas, com os agrupamentos de escolas, envolvendo também todos os responsáveis de creches".
A responsável pela pasta da Saúde disse ainda que no caso do aluno da Universidade do Minho que vivia numa residência de estudantes e está infectado com o vírus da nova gripe foram "tomadas as medidas que estão de acordo com a situação, que é identificar os contactos próximos para" essas pessoas fazerem tratamento preventivo".
Segundo avança hoje o "Jornal de Notícias", a União das Misericórdias Portuguesas pediu, por carta, à Direcção-Geral de Saúde que informe, com urgência, sobre os procedimentos a adoptar para combater a epidemia. As Misericórdias dizem-se preocupadas com os mais de 50 mil idosos nos 1100 lares que lhes estão afectos.
"Entendemos os planos de contingência que são aplicados no que concerne a creches e escolas, mas gostaríamos que fossem também adoptados aos lares de idosos", comentou Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, ao JN.
O jornal adianta que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal quer ter um plano de contingência e já endereçou dois pedidos ao Ministério da Saúde para uma reunião. "Estamos preocupados, os 350 mil trabalhadores têm de ser vacinados pois estão no grupo de alto risco", disse José Manuel Esteves,secretário-geral da associação.
Caso a expansão da gripe atinja valores elevados, a Igreja Católica diz estar pronta para cumprir as determinações do Ministério da Saúde. D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse ao "Correio da Manhã" que "se avançar alguma medida mais radical, os católicos ficam dispensados de ir à igreja, podendo assistir à missa pela TV". Salientando a necessidade de evitar alarmismos, D. Jorge Ortiga acrescentou que os bispos estão disponíveis para ajudar a divulgar conselhos úteis no final das missas dominicais.

