Gripe A: EMEA decide que basta uma dose e seis milhões de portugueses podem ser vacinados

20.11.2009 - 15:39 Por PÚBLICO
Na sequência da decisão tomada hoje pela autoridade europeia para o medicamento, Portugal terá doses de vacina suficientes para imunizar seis milhões de pessoas. De um total de 152 mil doses disponíveis para hospitais e centro de saúde, cerca de 50 mil já foram administrados nos centros de saúde.
A ministra da Saúde, Ana Jorge, fez hoje o primeiro balanço sobre a campanha de vacinação contra a gripe A, iniciada a 26 de Outubro. Segundo referiu, nos centros de saúde já foram usadas cerca de 50 mil doses. Para já, ainda não são conhecidos os dados relativos à adesão nas unidades hospitalares.
Enquanto as vacinas vão sendo administradas em Portugal, a autoridade europeia para o medicamento (Emea) anunciou hoje que será necessário apenas uma dose para garantir a imunização.
Num comunicado, a agência refere que os dados das várias vacinas foram revistos e reafirma a segurança e eficácia dos três produtos no mercado europeu (Celvapan, Focetria e Pandemrix, esta última a escolhida para Portugal).
Segundo explicam, no caso da Focetria e da Pandemrix uma única dose é capaz de garantir a resposta imunitária suficiente para proteger o organismo do vírus H1N1 em alguns grupos etários. No caso do produto disponível em Portugal, bastará uma dose para as crianças a partir dos dez anos, adolescentes e para os adultos (incluindo os idosos). Doentes crónicos e crianças com idade inferior aos dez anos deverão receber duas doses para assegurar uma resposta adequada do sistema imunitário.
A EMEA adianta ainda que já cinco milhões de pessoas foram vacinadas até à data na União Europeia. Sobre eventuais efeitos secundários afirma que têm sido ligeiros e que se limitam a febre, nauséas, dores de cabeça, reacções alérgicas e reacções no local da injecção. "Um muito reduzido número de casos da Sindrome Guillain-Barré e de morte fetal foi reportada em doentes que foram previamente vacinadas", acrescenta o comunicado, concluindo que está a ser reunida a informação para avaliação mas que, com base no que se sabe até ao momento, não existe evidência de uma ligação destes casos à vacina.
Notícia actualizada às 17h15

