O alcaide de Buenos Aires declarou hoje o estado de emergência sanitária na capital argentina, a fim de limitar o número de novos contágios pelo vírus H1N1 que já matou pelo menos 28 pessoas no país.
Mauricio Macri pediu aos habitantes da metrópole para permanecerem em casa o máximo de tempo possível, mas foi decidido não encerrar, para já, os locais de reunião públicos, como cinemas, salas de concerto ou restaurante.
Encerradas vão estar as escolas da capital, já que a autarquia decidiu antecipar as férias de Inverno, previstas apenas para a segunda metade de Julho, e estendê-las por pelo menos três semanas – um medida semelhante às adoptadas pelas províncias de Santa Fe e San Luis.
O autarca explicou que a declaração do estado de emergência permitirá melhorar a coordenação entre os vários organismos públicos envolvidos no combate à gripe A, agora que o Inverno chegou ao hemisfério Sul.
As autoridades sanitárias argentinas confirmaram a morte de 28 pessoas e dizem que outras 1500 pessoas foram infectadas pela nova estirpe da gripe, a maioria residentes nos subúrbios ou nos bairros de lata que rodeiam a capital.
Mas o correspondente do jornal espanhol "El País" diz que “ninguém acredita nas estatísticas oficiais” e chefe do colégio de Doenças Infecciosas garantiu ao diário Clarín que o número total de doentes poderá atingir as “dezenas de milhar”.
No entanto, não foi adoptada qualquer medida especial a nível federal, o que levou ontem a ministra da Saúde, Graciela Ocaña, a apresentar a demissão, por discodar da falta de reacção do Governo. O "El País" adianta que a ministra teria proposto o adiamento das eleições legislativas e locais realizadas no último domingo, o que foi recusado.


