Doze sindicatos da justiça, entre os quais os juízes, magistrados e funcionários judiciais, agendaram para hoje uma greve que pode reduzir o sector aos serviços mínimos.
Apenas o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), que já fez dois dias de paralisação a 29 e 30 de Setembro, e que agendou também para hoje um dia de greve, anunciou que não vai cumprir os serviços mínimos.
A jornada de luta no sector - que começou segunda-feira com uma greve de três dias da Associação Sindical dos Funcionários, Técnicos, Administrativos, Auxiliares e Operários da Polícia Judiciária (ASFTAAO/PJ) e se prolongou ontem com o primeiro de dois dias de greve do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) - tem hoje a sua expressão mais forte com uma adesão total de 12 estruturas e que promete quase parar a área da Justiça.
As estruturas sindicais com greve agendada para hoje são: Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), SMMP, SFJ, ASFTAAO/PJ e Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN).
Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) e Sindicatos da Função Pública do Sul e Açores, do Norte e do Centro, são outras estruturas que apresentaram pré-avisos de greve para hoje, envolvendo funcionários do Ministério da Justiça.
Adere também hoje a esta mega-paralisação a Associação Sindical dos Trabalhadores dos Serviços Prisionais (que abrange apenas pessoal civil), que chegou a ter o início do seu protesto agendado para segunda e terça-feira.
A luta no sector da Justiça prolonga-se amanhã com a greve dos juízes e dos funcionários de registos e notariado.
Um dos julgamentos afectados por estes protestos é o da Casa Pia, a decorrer no Tribunal do Monsanto, já que foi anunciada a adesão à greve da equipa do Ministério Público, dos dois juízes alas do colectivo e de uma das funcionárias judiciais.
Estas greves têm na sua origem algumas reivindicações e queixas comuns, como alterações nos serviços sociais do Ministério da Justiça, quanto à abrangência da assistência na doença, o congelamento da progressão nas carreiras e a alteração dos estatutos da pré-aposentação e sócio-profissional, embora no caso dos juízes haja ainda uma contestação ao encurtamento das férias judiciais de Verão.
Para as 15h00 está agendada uma manifestação, em frente ao Ministério da Justiça, no Terreiro do Paço, dos vários operadores judiciários aderentes aos protestos.


