Grandes superfícies venderam cinco por cento dos medicamentos sem receita médica

29.06.2007 - 11:58 Por Lusa
Os supermercados e hipermercados foram responsáveis pela venda de cinco por cento dos medicamentos não sujeitos a receita médica no primeiro trimestre do ano, o dobro do verificado em igual período do ano anterior, disse hoje o presidente da APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição).
Apesar deste número, Luís Vieira e Silva considera que o ritmo de evolução da venda destes produtos fora das farmácias "está a ser mais lento do que o esperado".
Mesmo assim, o presidente da APED manifesta-se optimista, uma vez que os principais grupos do sector da distribuição apostam neste negócio e já têm vários espaços.
Vieira e Silva calcula que "em situação de velocidade cruzeiro, quando o mercado funcionar, entre 20 e 25 por cento dos medicamentos não sujeitos a receita médica devem ser vendidos fora das farmácias".
No primeiro trimestre de 2006, os medicamentos que não exigem receita médica presentes em espaços comerciais da distribuição não ultrapassavam 2,5 por cento do total das vendas destes produtos.
Os grupos da distribuição — como a Modelo Continente, a Jerónimo Martins, a Carrefour, a Auchan ou o El Corte Inglês, que já comercializam estes produtos — continuam "a queixar-se de práticas discriminatórias face às condições oferecidas pelos fornecedores às farmácias", salientou Vieira e Silva.
Estes medicamentos representam um negócio de 250 milhões de euros, ou seja, oito a dez por cento do total do valor dos medicamentos comercializados em Portugal.

