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Debate mensal no Parlamento

Governo vai liberalizar propriedade das farmácias

26.05.2006 - 10:25 Por Lusa, PUBLICO.PT

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje no Parlamento que o Governo decidiu liberalizar a propriedade das farmácias, que deixará de ser um exclusivo dos licenciados em Farmácia.
O medicamento vai passar a ser vendido em unidose O medicamento vai passar a ser vendido em unidose (André Kosters/Lusa (arquivo))

O acordo vai ser assinado hoje à tarde entre a Associação Nacional de Farmácias, o Infarmed e o Governo e prevê a introdução da venda de medicamentos em unidose, o alargamento do horário de encerramento das farmácias e a permanência em funcionamento durante a hora de almoço, disse hoje o primeiro-ministro, no debate mensal dedicado à política de acesso ao medicamento.

Serão instaladas novas farmácias de venda ao público concessionadas no interior dos hospitais públicos e que funcionarão todos os dias e em regime de abertura permanente.

Está prevista a autorização de 300 novas farmácias, "alterando-se as limitações actualmente existentes", a distância mínima entre farmácias será reduzida de "500 para 350 metros e a capitação mínima de habitantes por farmácia vai baixar dos quatro mil para 3500", disse Sócrates.

"Passará ainda a ser possível instalar farmácias em qualquer local, independentemente da capitação, desde que não exista nenhuma farmácia num raio de dois quilómetros", acrescentou.

As medidas que serão firmadas hoje à tarde incluem ainda a prestação de novos serviços farmacêuticos ao domicílio, designadamente no apoio a idosos, bem como a compra de medicamentos através da Internet.

"A propriedade das farmácias vai deixar de ser um exclusivo dos licenciados em farmácia. Termina assim um regime de condicionamento reconhecidamente anacrónico e que perdurou tempo demais", sustentou o primeiro-ministro.

Na sua intervenção, o chefe do Governo advogou que a reserva da propriedade da farmácia para os farmacêuticos "já não faz qualquer sentido nos dias" de hoje.

Segundo Sócrates, defender a manutenção deste regime seria equivalente "a dizer que só os médicos é que deveriam ser donos de clínicas; só os jornalistas é que deveriam ser proprietários de jornais; e que só os cineastas é que deve riam ser proprietários de cinemas, ou que os professores é que deveriam ser donos de escolas".

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Comentário + votado

Alguém sabe?

Quando vejo o Sr. Primeiro ministro, no seu discurso a comparar as farmácias a cinemas está tudo ...

Anónimo

27.05.2006 10:17

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