O Governo quer impedir os médicos de terem uma carreira no serviço público e no privado em simultâneo. A medida tem como objectivo combater a falta de médicos existente no público e integra a proposta do Ministério da Saúde para a revisão das carreiras médicas na Função Pública.
O objectivo do Governo é combater a escassez de profissionais "mas, sobretudo, o intuito de definir uma carreira que constitua uma opção de percurso profissional", explica o texto do gabinete do secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos.
As medidas já foram enviadas para o sindicato e vão ser objecto de negociação. Vários profissionais estão contra a proposta argumentando que a medida vai fazer o contrário e afastar os médicos da carreira pública, onde são mais mal pagos.
Actualmente, um médico com carreira exclusiva no público recebe mais do Estado do que um médico que também exerça no privado. Segundo o "Correio da Manhã" calcula-se que apenas um terço dos 17.500 médicos que trabalham nos hospitais dêem exclusividade ao serviço público.
O bastonário da Ordem dos Médico disse à TSF que a medida pode até não ser constitucional. O "Correio da Manhã" adianta que o Governo quer ainda acabar com as várias carreiras existentes e criar uma carreira única.
Uma outra medida em ponderação é pagar salários aos médicos consoante o desempenho de cada profissional. Desde o início da legislatura - quando Correia de Campos tinha a cargo o Ministério da Saúde - que o Governo tinha intenção de avançar com esta medida.


