Encomenda cancelada

Governo poupa 15 milhões de euros em vacinas contra a gripe A

04.02.2010 - 08:28 Por Alexandra Campos, Andrea Cunha Freitas

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Portugal cancelou 30 por cento da encomenda que tinha feito Portugal cancelou 30 por cento da encomenda que tinha feito ()
Portugal vai poupar 15 milhões de euros por ter cancelado parte da encomenda de vacinas contra a gripe A que tinha feito à farmacêutica GlaxoSmithKline.

Passados poucos meses da corrida para ver quem conseguia reservar primeiro a vacina contra o H1N1, os governos correm agora em sentido contrário para rapidamente desfazer ou renegociar os acordos. O Ministério da Saúde e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) confirmaram ontem a redução de 30 por cento da encomenda de seis milhões de doses de vacinas contra a gripe A (H1N1).

A ministra da Saúde, Ana Jorge, vai fazer hoje mais um balanço sobre a infecção e sobre a campanha de vacinação em curso. Portugal fica ainda com 3,5 milhões de doses, depois cerca de meio milhão de pessoas terem sido já imunizadas, mas a ministra tem dito que o objectivo continua a ser o de vacinar os grupos de riscos inicialmente definidos, que correspondem a 30 por cento da população, cerca de três milhões de pessoas.

Ana Jorge poderá esclarecer hoje o que vai acontecer às doses que vão sobrar, se decide ou não avançar ou não para o alargamento da campanha de vacinação a outras faixas da população, como tem sido defendido por vários especialistas, e adiantar algumas explicações sobre o acordo obtido com a GSK.

O laboratório aceitou a redução da pré-reserva sem negociar contrapartidas, garantiu Marta Mello Breyner, da GSK, sem querer revelar mais detalhes. Portugal encomendou seis milhões de doses de vacinas para a gripe A, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) - que inicialmente apontava para a necessidade de duas doses da vacina por pessoa. Posteriormente, a OMS decidiu que bastava uma dose para protecção contra o vírus H1N1.

Por isso mesmo, o Ministério da Saúde reafirma que o acordo com o laboratório visou apenas cancelar as doses de reforço da reserva efectuada com base numa fundamentação mais tarde alterada e continua a sublinhar que Portugal até foi dos países a fazer uma encomenda "com maior racionalidade". A redução de 30 por cento está em linha com a que já foi acordada entre a Glaxo e outros países (ver caixa ao lado). As doses ainda em falta vão continuar a chegar faseadamente, podendo uma parte ser disponibilizada apenas no início do próximo Outono.

Dos seis milhões de vacinas encomendadas, já chegaram a Portugal 1,6 milhões, e a distribuição dos últimos stocks enviados pelo laboratório (só em Janeiro a GSK entregou mais de 800 mil doses) ainda está a ser feita por vários centros de saúde.

Até terça-feira, o vírus da gripe A foi responsável pela morte de 104 pessoas em Portugal, cerca de um quarto das quais não apresentavam factores de risco associados. "Uma percentagem muito elevada destes óbitos ocorreu em doentes de risco que não se vacinaram podendo tê-lo feito", acentua o Ministério da Saúde, sublinhando que as pessoas devem continuar a vacinar-se, para ficarem desta forma protegidas para o próximo Inverno.

Enquanto se esforçam por renegociar os acordos feitos com os diversos laboratórios que produzem vacinas contra o H1N1, os governos dos vários países estão, de igual modo, a apostar em campanhas para convencer a população a imunizar-se. As sobras da vacina estão também relacionadas com a fraca adesão das pessoas à vacina.

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lx.

poupou??? eheh provavelmente nem nunca as deveriam ter comprado!!

Anónimo

04.02.2010 12:30

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