Governo diz estar a fazer "tudo o que é possível" para combater os incêndios

05.08.2005 - 23:09 Por Lusa
O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, considerou hoje uma "tragédia" e um "desastre" os incêndios que assolam o país, mas garantiu que o Governo está a fazer "tudo o que é possível" para os combater.
"O Governo está a fazer tudo o que é possível para combater este flagelo e todos os bombeiros que são precisos estão mobilizados", assegurou o governante.
O titular da pasta do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional falava à Lusa em Portalegre, após inaugurar as novas instalações da Manufactura de Tapeçarias daquela cidade.
À margem da cerimónia, questionado sobre os inúmeros fogos que têm consumido vastas áreas florestais e destruído habitações, sobretudo nos últimos dias, com as altas temperaturas registadas, Nunes Correia considerou a situação "uma tragédia". "Os incêndios são uma tragédia, quer para a sociedade, quer para o ambiente. O facto de arderem milhares de hectares de floresta é um desastre, não só para o ambiente, mas também para as pessoas e para o património", argumentou.
Relativamente à área ambiental, sob sua tutela, o governante afiançou que "tudo o que pode ser feito para minimizar os efeitos dos incêndios está a ser feito".
Limpeza de serras, criação e limpeza de aceiros e equipas "prontas para actuar mal os fogos deflagram" foram algumas das medidas que Nunes Correia assegurou terem sido aplicadas no terreno.
Contudo, o ministro lembrou também que "é impossível prevenir a cem por cento" as situações relacionadas com os incêndios, até porque o clima de Portugal não ajuda. "Não haja ilusões. Em países com climas mediterrânicos, como é o caso de Portugal, os incêndios são um desastre natural, embora também haja mão criminosa na origem destas ocorrências", frisou.
Dezasseis incêndios continuam por circunscrever em oito distritos do país, segundo o último balanço do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Encontram-se em acções de combate, rescaldo e vigilância 3227 bombeiros, apoiados por 907 veículos.

