Guilherme Guedes da Silva, director nacional da PSP, foi demitido nesta segunda-feira. A decisão foi tomada pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo (PSD).
A demissão foi formalizada num encontro que se realizou no ministério, em Lisboa. Guedes da Silva tinha assumido o cargo em Março de 2011, tendo tomado posse ainda no consulado de Rui Pereira (PS) naquele ministério.
A notícia da demissão foi confirmada pelo PÚBLICO. Uma nota do ministério de Miguel Macedo, citada pela Lusa, indica que o substituto de Guedes da Silva será Paulo Jorge Valente Gomes.
O designado é mestre em Direito e Gestão da Segurança, por uma universidade francesa. Até agora era director nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Recursos Humanos. Foi também director do Instituto Superior de Ciênciais Policiais e de Segurança Interna e foi o primeiro classificado do primeiro curso de oficiais da polícia da então Escola Nacional de Polícia.
Guilherme Guedes da Silva era director nacional da PSP desde 28 de Março, tendo sido o número dois da direcção na Unidade Orgânica de Operações e Segurança, Comandante Regional da PSP da Madeira e posteriormente dirigiu o Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS).
“Nova era”
O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) saudou a nomeação do novo director nacional da PSP, considerando que é “um marco histórico” e “o início de uma nova era” para aquela força, pelo facto de passar a ser dirigida por um oficial de polícia, e não por um militar.
Carlos Ferreira, dirigente do SNOP, disse que Paulo Valente Gomes “foi o primeiro classificado do primeiro curso da então Escola Superior de Polícia, em 1984”.
O sindicalista destacou à Lusa que é “fundamental que o Ministério da Administração Interna e Governo dêem condições para que [Paulo Valente Gomes] possa de facto desempenhar com êxito as suas funções e resolver os problemas urgentes que continuam por resolver”, ressalvando que sem meios, “é difícil fazer milagres”.
O dirigente não comentou as razões que terão levado o Governo a exonerar o actual director, Guilherme Guedes da Silva.
Para Carlos Ferreira, o novo director “é uma pessoa com grandes capacidades pessoais, sentido humano muito intenso e preocupado com os problemas de todos os profissionais de polícia”.
“Essa sensibilidade muito pessoal dá-lhe condições acrescidas para tentar resolver os problemas” e desempenhar as “funções difíceis” que vai assumir, referiu.
Notícia actualizada às 21h05: Acrescentadas informações sobre a demissão envolver toda a direcção e reacções do sindicato.


