O ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, classificou hoje a eleição do novo Papa como positiva para a continuidade do funcionamento da Igreja Católica, escusando-se a comentar a personalidade escolhida, o alemão Joseph Ratzinger.
"O Estado português congratula-se, naturalmente, com o facto de a Igreja Católica, pelos seus processos próprios, ter designado um novo Sumo Pontífice", declarou o chefe da diplomacia portuguesa à imprensa.
"O facto de isso se ter feito rapidamente é positivo para a continuidade do funcionamento da Santa Sé e das relações diplomáticas com todos os países com quem a Santa Sé tem relações diplomáticas", acrescentou.
Freitas do Amaral sublinhou falar "apenas na qualidade de ministro dos Negócios Estrangeiros e, portanto, como representante do Estado português". "Num país que pratica o princípio da separação entre a Igreja e o Estado, um representante do Estado não pode tecer quaisquer considerações acerca do significado da escolha de uma determinada personalidade para o cargo de Sumo Pontífice", frisou.


