Governo angolano determinou inspecção de quatro aviões da TAAG no ano passado

29.06.2007 - 14:25 Por Lusa
No final de 2006, o Ministério dos Transportes de Angola obrigou a companhia local, a TAAG, a realizar inspecções a quatro dos seus cinco aviões Boeing 737, considerando estar em causa a segurança dos passageiros.
A medida de emergência provocou a perturbação nos voos domésticos e regionais da companhia, que ficou apenas com um avião da sua frota com autorização para voar, um Boeing 737 — aeronave idêntica à que se despenhou ontem no aeroporto de M´Banza Congo —, tendo optado pelo aluguer de um segundo avião, um Embraer 145.
Dezenas de voos internos e regionais foram cancelados e muitos passageiros viram-se forçados a recorrer a transportadoras aéreas privadas.
A 20 de Outubro do ano passado, a transportadora angolana suspendeu temporariamente todos os voos domésticos e regionais por falta de aviões.
O vice-ministro dos Transportes, Hélder Preza, afirmou então à imprensa angolana que a proibição era necessária para "prevenir acidentes e garantir a realização dos voos com a máxima segurança e em condições técnicas adequadas".
"Não tivemos outra alternativa que não fosse proibir os aviões de voar. A TAAG deveria ter programado atempadamente para as suas aeronaves o que se designa por revisão de classe C", criticava.
A revisão em causa é obrigatória entre 200 e 300 horas de voo de cada avião, de forma a garantir a correcta manutenção dos equipamentos e, consequentemente, a segurança de pessoas e bens.
A TAAG possui actualmente uma frota de sete aviões, que inclui dois Boeing 747-300 Combi para transporte de carga e passageiros.
O último balanço indica que o acidente de M'Banza Congo, na província angolana do Zaire, causou cinco mortos e 66 feridos, oito dos quais em estado grave.

