Gordon Brown acusado de volte-face na política de combate aos crimes de armas brancas

14.07.2008 - 20:25 Por Reuters
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown negou hoje ter alguma vez sugerido que uma das medidas anti-crime que o seu Governo queria tomar era confrontar os culpados por crimes de armas brancas com vítimas deste tipo de agressão.
A medida, anunciada num pacote mais global a semana passada, fez as primeiras páginas de muitos jornais no Reino Unido. Mas Brown diz que a apresentação das medidas foi mal entendida pelos jornalistas. Apesar de não se livrar da acusação, por parte da oposição, de estar mais uma vez a recuar numa medida frágil, já anunciada.
As medidas anunciadas pelo gabinete de Brown incluíam visitas de acusados de crimes de armas brancas a urgências hospitalares onde se encontrassem vítimas desses crimes e encontros forçados entre agressores e famílias de vítimas. “Sou a favor das pessoas enfrentarem as consequências dos seus catos”, disse Jacqui Smith, membro do Governo de Brown, em declarações à Sky News. Mas depois um esclarecimento do Governo frisava que o objectivo inicial era fazer com que os agressores se encontrassem com pessoal profissional, não com pacientes.
“Mais uma vez o Governo anuncia políticas em três dias e abandona as mesmas medidas em três horas”, disse Dominic Grieve, um deputado da oposição conservadora.
Os casos de crimes com armas brancas têm-se multiplicado no Reino Unido, nos últimos tempos. O último caso, que marcou o país, foi o homicídio de dois estudantes universitários franceses,a viver em Londres, que foram apunhaldas dezenas de vezes, mesmo já depois de mortos e o seu apartamento incendiado de seguida para ocultar as Provas. Já foram detidas várias pessoas suspeitas de envolvimento no crime, que está a ser investigado.

