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Causas da morte ainda suscitam dúvidas

Gaia: corpo do bebé já foi entregue à família

22.02.2007 - 14:12 Por Lusa, PÚBLICO

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As autoridades não possuem dados que confirmem a tese de maus tratos As autoridades não possuem dados que confirmem a tese de maus tratos (PÚBLICO (arquivo))
O corpo do bebé que terça-feira deu entrada já sem vida no hospital de Gaia, com hematomas na face, foi entregue à família. Embora ainda subsistam dúvidas sobre as causas da morte, as autoridades não têm dados que confirmem as suspeitas iniciais de maus tratos.

Em declarações à Lusa, Francisco Corte-Real vice-presidente do Instituto de Medicina Legal, revelou que "a autópsia foi inconclusiva, pelo que se tornam necessários exames complementares".

O responsável revelou que a criança, de apenas 11 meses, morreu por asfixia, mas explicou que está por determinar se essa situação resultou de causa natural ou acidental.

Para dissipar as dúvidas é preciso fazer a análise da laringe, traqueia, brônquios e pulmões, explicou Pinto da Costa, especialista em Medicina Legal, defendendo também a realização de exames toxicológicos.

Nestas circunstâncias, argumentou, também o cérebro deve ser alvo de avaliação, "uma vez que muitas mortes ocorridas nestas circunstâncias estão relacionadas com a falta de maturidade do sistema nervoso central, que o torna altamente sensível a uma diminuição de oxigénio".

Segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, as autoridades não possuem qualquer elementos que confirmem a tese de maus tratos inicialmente admitida pelo médico que assistiu a criança.

Os pais, ouvidos na terça-feira pela Polícia Judiciária, não souberam explicar as causas do sucedido, revelando apenas que encontraram a menina morta na cama. Uma das hipóteses mais prováveis é que o bebé tinha sido deitado na posição incorrecta ou que se tenha virado sozinho, provocando as lesões na cara quando tentava mudar de posição.

A Associação de Proprietários de Vila de Este, onde o casal mora, juntamente com uma outra criança de três anos, adiantou em comunicado que o agregado familiar "não possuía indicadores de violência entre membros residentes no mesmo espaço de habitação".

Também a Comissão de Protecção de Menores de Gaia garantiu nunca ter recebido qualquer informação que levantasse suspeitas sobre a família do bebé.

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Anónimo

22.02.2007 16:51

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