O furacão Gustav, acompanhado de rajadas de vento na ordem dos 185 quilómetros por hora e de intensas chuvas, começou hoje a fustigar as costas americanas, em particular Nova Orleães, no estado do Luisiana, abandonado por dois milhões de pessoas traumatizadas pela passagem do Katrina, em 2005, anunciou hoje o Centro Nacional dos Furacões.
O êxodo maciço é descrito pelos media americanos como a maior evacuação da história americana, e as instalações petrolíferas (plataformas e refinarias) daquela região do Golfo do México, que equivale a um quarto da produção petrolífera dos EUA, foram totalmente encerradas.
“A periferia da tempestade já atingiu o delta do Mississipi e avança para Nova Orleães, de acordo com o radar”, declarou à AFP uma meteorologista do Centro Nacional dos Furacões, Patricia Wallace.
Às 04h00 (hora portuguesa), o olho do ciclone estava localizado a 360 quilómetros a sudeste de Nova Orleães e movia-se para noroeste a uma velocidade de 26 quilómetros por hora. O olho do ciclone deverá atingir em cheio a cidade a meio do dia de hoje.
O Gustav permanece, por enquanto, um furacão de categoria 3 – numa escala que chega aos 5 -, com ventos a soprarem a uma velocidade de 185 quilómetros por hora num raio de 350 quilómetros em torno do olho do furacão.
Os especialistas prevêem, porém, um reforço da potência do furacão à sua passagem pelas costas americanas, mas já fizeram saber que esperam que o Gustav permaneça na categoria 3 durante o resto do seu itinerário pelo Golfo do México.
Porém, se chegar a elevar-se para a categoria 4, o Gustav poderá provocar uma subida das águas que poderá submergir uma vez mais a cidade de Nova Orleães.
Ontem, praticamente toda a gente abandonou Nova Orleães, deixando-a como uma “cidade-fantasma”, de acordo com o mayor Ray Nagin, que já classificou o furacão Gustav como a “tempestade do século”.
O mayor decretou igualmente um recolher obrigatório e advertiu que todos aqueles que levassem a cabo pilhagens iriam “directamente” para a prisão.
Em consequência do furacão Katrina, em 2005, morreram cerca de 1800 pessoas no estado do Luisiana e nos estados vizinhos.



