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Câmara propõe bolsa de estudo para os descendentes

Funerais dos quatro bombeiros que morreram em Mortágua realizam-se hoje

02.03.2005 - 10:00

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Os familiares das vítimas têm recebido apoio psicológico Os familiares das vítimas têm recebido apoio psicológico (Luís Forra/Lusa)
Os funerais dos quatro bombeiros de Coimbra que morreram anteontem num incêndio em Mortágua realizam-se esta tarde. Adelino Oliveira, José Lapa e Acácio Silva vão ser sepultados às 14h30, após missa de corpo presente a celebrar na Igreja Paroquial de Almalaguês, a freguesia onde residiam; o funeral de Luís Miguel Teixeira sai às 17h00 da Igreja Paroquial de Semide, Miranda do Corvo, de onde o jovem bombeiro era natural.

Os corpos das quatro vítimas saíram ontem à tarde do Instituto de Medicina Legal para a Casa Municipal da Protecção Civil, onde, às 18h30, foram homenageados pelos colegas sapadores. Seguiram depois, ao fim da tarde, para as freguesias de residência das respectivas famílias.

O vereador da Câmara de Coimbra com o pelouro dos Recursos Humanos, Manuel Rebanda, declarou ontem ao PÚBLICO que o presidente da Câmara vai apresentar na próxima reunião do executivo municipal uma proposta que visa criar uma bolsa de estudos para os descendentes das vítimas em idade escolar.

De acordo com Manuel Rebanda, as famílias dos quatro bombeiros vão ser contempladas pelo seguro de acidentes de trabalho de que beneficiam todos os trabalhadores do município. Nos termos da lei, competirá ao Tribunal do Trabalho definir a pensão de vida a suportar mensalmente pela companhia seguradora. As viúvas dos três bombeiros vão receber 30 por cento do salário que os maridos auferiam, mais uma percentagem daquele montante calculada em função dos filhos que se encontrem a seu cargo.

Ainda no âmbito deste seguro de acidentes de trabalho estas famílias têm direito a um subsídio por morte, pago de uma só vez. Podem optar, conforme lhes seja mais vantajoso, entre doze salários mínimos nacionais ou o sêxtuplo da remuneração-base auferida pelas vítimas.

A Câmara dispõe ainda de um seguro de acidentes pessoais, noutra companhia, a favor dos sapadores e respectivas famílias, por força do qual cada família terá direito a uma compensação de 75 mil euros, paga de uma só vez.

Desde segunda-feira que os familiares das vítimas recebem o apoio de três equipas de psicólogos, mobilizadas pela Câmara Municipal de Coimbra, pelo INEM e pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

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