Quatro trabalhadores que perderam a vida na derrocada no túnel de Dos Valires, em Andorra, estão hoje a ser enterrados nas suas localidades de origem, numa altura em que se aguarda o desfecho do inquérito às causas do acidente.
As terras de onde eram naturais as vítimas mortais - Valpaços, Baião, Terras de Bouro e Paços de Ferreira - vestiram-se hoje de luto para prestar uma última homenagem aos quatro homens que trabalhavam em Andorra.
A sexta vítima mortal da queda de um viaduto em Andorra, que acabou por falecer no hospital depois de ter sido resgatada com vida dos escombros, foi sepultada ontem em Lordelo, Guimarães.
Hoje cumpre-se um dia de luto nacional em Andorra, decretado pelo executivo local.
Um dos seis feridos já teve alta
No sábado passado, uma parte da estrutura em construção de um túnel em Dos Valires desabou, devido a causas ainda desconhecidas.
A derrocada provocou a morte a cinco trabalhadores e feriu seis operários, todos eles de nacionalidade portuguesa.
Um dos feridos já teve alta, enquanto os restantes cinco continuam internados - três no hospital de Meritxell e outros dois em Barcelona.
O chefe do Governo de Andorra, Jaume Bartumeu, anunciou ontem que o Conselho de Ministros já começou a analisar a documentação relativa à situação laboral e de segurança da obra no túnel Dos Valires, que vai permanecer parada até serem apuradas as causas da derrocada.
Também o Sindicato da Construção Civil do Norte, segundo o dirigente Albano Ribeiro, aguarda o desfecho do inquérito ao acidente.
O responsável já disse que as obras "não tinham condições de segurança", uma situação que diz ter-lhe sido denunciada por "vários" operários que trabalhavam no túnel de Andorra.
O dirigente sindical disse ainda que nos últimos cinco anos, dos 40 trabalhadores que morreram na construção em Espanha, 15 morreram nas obras e restantes na estrada.


