Fundação Champalimaud vai fazer diagnóstico precoce do cancro

11.11.2011 - 19:41 Por Ana Gerschenfeld
Esta tarde, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, anunciou que já se encontra aberto, nas instalações do Centro para o Desconhecido, em Lisboa, um centro de prevenção e diagnóstico precoce do cancro.
Segundo explicou, poderão ali ser feitas “avaliações [de cancros] tão precoces quanto a ciência permite” e mesmo “avaliações individuais da propensão de cada pessoa para o cancro” (análise dos hábitos de vida, histórias clínica e familiar, exames genéticos, imagiologia e hematologia, etc.).
A prestação de cuidados clínicos personalizados na área do cancro – não só na avaliação, mas também no tratamento – é, aliás, um dos grandes objectivos da fundação. “Isso representa uma mudança de paradigma e nós queremos ser uma das instituições envolvidas neste esforço a nível mundial”, disse Leonor Beleza. E o recém-nomeado director do serviço de anatomia patológica do Centro de Investigação do Cancro, cujo nome Leonor Beleza também anunciou hoje, é “uma das pessoas que introduziram na área da patologia esta nova visão da avaliação individualizada”. Trata-se do espanhol Carlos Cordon-Cardo, perito de renome mundial em patologia experimental e oncologia molecular, que vem do Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque.
Quanto ao director da investigação básica em cancro, que deverá vir juntar-se ao director da investigação clínica (Carlo Greco) e ao director clínico (António Parreira), só deverá ser nomeado para o ano. “A opção foi começar por montar os serviços clínicos e de investigação clínica”, disse Leonor Beleza, e só depois "ligar a investigação básica de uma forma harmoniosa". "Não queremos fazer contratações individuais que não tenham uma lógica interna muito grande de compatibilização”.
Actualmente, segundo dados da fundação, cerca de 200 doentes já estão a ser acompanhados no centro, mas até aqui, ninguém que tenha sido reencaminhado pelo Serviço Nacional de Saúde. Leonor Beleza revelou porém que “já existem acordos com a ADSE e com os serviços de assistência das Forças Armadas”.

