O quadro da Refer Manuel Guiomar é um dos arguidos do processo Face Oculta que o juiz de instrução criminal vai ouvir hoje em Aveiro.
À entrada para o tribunal, a sua advogada, Poliana Pinto Ribeiro, disse que Manuel Guiomar está indiciado por “alegadamente ter movido algumas influências no âmbito de concursos deste processo”.
Questionado sobre a medida de coação que espera que seja fixada ao seu cliente, a advogada disse esperar que se mantenha a medida de coacção mínima.
“Saindo com o Termo de Identidade e Residência como está actualmente sai bem”, disse.
Também já entraram nas instalações do juízo de instrução criminal do Baixo Vouga os arguidos Manuel e Paulo Costa (pai e filho), alegados colaboradores de Manuel Godinho no esquema que está a ser investigado.
Pedro Marinho Falcão, advogado dos dois, disse que os seus clientes são suspeitos de colaborarem com Manuel Godinho neste esquema de tráfico de influência, o que irá provar que é “uma mentira”.
A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo “Face Oculta”, segundo o presidente da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas.


