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Freeport: ex-presidente da Câmara de Alcochete diz que achou estranho o chumbo inicial do projecto

19.03.2009 - 14:21 Por Lusa

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Miguel Boieiro está convencido que a aprovação do Freeport não prejudicou a região em termos ambientais e que foi benéfico para o concelho de Alcochete Miguel Boieiro está convencido que a aprovação do Freeport não prejudicou a região em termos ambientais e que foi benéfico para o concelho de Alcochete (Rui Gaudêncio/PÚBLICO)
O antigo presidente da Câmara de Alcochete Miguel Boieiro está a ser ouvido na Polícia Judiciária de Setúbal no âmbito do chamado "caso Freeport", relacionado com o processo de licenciamento deste espaço comercial. Em declarações aos jornalistas à entrada para as instalações da PJ, Boieiro indicou ter achado estranho o chumbo inicial do processo, e não a sua aprovação.

"[Aquilo que] Achei estranho não foi a aprovação, foi a reprovação [do espaço comercial Freeport] que se deu no meu tempo. Achei estranho que, de repente, o processo fosse chumbado sem o conhecimento da Câmara. Quanto muito esperava que fosse aprovado, condicionalmente ou a necessitar de algumas alterações. De um chumbo redondo, não estava à espera", disse Miguel Boieiro aos jornalistas, quando chegou às instalações da PJ de Setúbal.

O autarca de Alcochete entre 1982 e 2001, que chegou à PJ de Setúbal pouco depois das 10h00, afirmou ainda que o projecto Freeport viria a ser aprovado depois, em 2002, "com poucas alterações".

"Algumas alterações foi só para fazer ver (...), retiraram um hotel que até fazia falta", disse Miguel Boieiro, que se apresentou sem advogado, esclarecendo que só agora tinha sido notificado pela primeira vez para prestar declarações sobre o caso Freeport.

Por outro lado, mostrou-se convencido de que a aprovação do Freeport não prejudicou a região em termos ambientais e que foi benéfico para o concelho de Alcochete.

"Tínhamos ali uma fábrica abandonada com um telhado que tinha uma componente em amianto, que é perigoso. Para nós, só o simples facto de se retirarem esses elementos e descontaminar o solo já era bom", justificou.

Miguel Boieiro lembrou também que, nos primeiros contactos com os promotores do centro comercial ficou claro que o processo estava dependente do parecer do Ministério do Ambiente.

O antigo autarca comunista disse ainda que o Freeport só não terá sido aprovado durante o seu último mandato "por razões de ordem política", reconhecendo, no entanto, que não tem prova nenhuma para sustentar esta convicção.

O processo relativo ao centro comercial Freeport de Alcochete está relacionado com alegadas suspeitas de corrupção no licenciamento daquele espaço, em 2002, quando era ministro do Ambiente José Sócrates, actual primeiro-ministro.

Neste momento, o processo tem dois arguidos: o empresário escocês Charles Smith e o seu antigo sócio numa empresa de consultoria Manuel Pedro, que serviram de intermediários no negócio do espaço comercial.

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Tudo bem

Tudo bem. Eu tambem não acredito em bruxas. Mas que parece que há por aí bruxedo, parece...A luta ...

Ex- Combatente, Farto Desta gente

19.03.2009 15:54

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