A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, disse à Rádio Renascença que não houve pressões no caso Freeport e que os investigadores do Ministério Público são experimentados.
“Não há pressões de maneira nenhuma”, esclareceu Cândida Almeida, no seu habitual espaço de comentário das quartas-feiras na “Edição da Noite” da RR.
“Os magistrados do Ministério Público que lá estão são procuradores, o que significa que são de uma categoria intermédia, com muitos anos de serviço e com nota de mérito. Portanto, estão habituados”, sublinhou.
A directora do DCIAP aproveitou ainda para criticar a actuação do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que denunciaram as alegadas pressões em praça pública, em vez de terem pedido uma audiência com o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, que é “o órgão máximo responsável pelo Ministério Público”.
“Sou uma seguidora da lista vencedora [o sindicato foi a eleições no passado fim-de-semana, tendo ganho a lista de João Palma], mas acho que aí actuaram mal. Se entendem que houve pressões, deveriam pedir directamente ao procurador-geral uma reunião de urgência, esse era o caminho normal”, sublinhou Cândida Almeida.


