Freeport: Carlos Guerra pede afastamento de procuradores por suspeitar da sua independência

04.09.2009 - 10:01 Por PÚBLICO
Carlos Guerra, antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza e sexto arguido no caso Freeport, quer o afastamento dos procuradores que trabalham no dossier por suspeitar da sua independência e imparcialidade.
Segundo a RTP, Carlos Guerra levantou um incidente de suspeição para averiguar se os procuradores Vítor Magalhães e Paes de Faria violaram, ou não, o segredo de justiça. A verificar-se, esta situação poderá minar a confiança pública na administração da justiça.
Carlos Guerra sustenta a sua fundamentação nas notícias que foram publicadas na comunicação social nos últimos meses.
O pedido de Carlos Guerra, que já foi entregue à Procuradoria-Geral da República, pode obrigar a suspender a investigação até que Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, tome uma decisão.
Além de Carlos Guerra, presidente do ICN na altura da aprovação ambiental do projecto, são arguidos no caso Freeport José Dias Inocêncio (antigo presidente da Câmara de Alcochete), José Manuel Marques (antigo assessor da autarquia), Charles Smith e Manuel Pedro (da empresa Smith & Pedro) e Eduardo Capinha Lopes (responsável pelo projecto de arquitectura).
A investigação no âmbito do caso Freeport decorre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal e envolve suspeitas de corrupção e de tráfico de influências no licenciamento daquele espaço comercial, numa altura em que José Sócrates era ministro do Ambiente.

