Uma alegada fraude no ramo das sucatas, envolvendo duas empresas do Porto, terá lesado o Estado em cerca de cinco milhões de euros. Dezassete pessoas são acusadas, entre elas uma vereadora da Câmara do Porto, segundo o Jornal de Notícias (JN).
Numa notícia publicada hoje, o JN refere que as empresas estavam no centro de um sistema montado para arrecadar fraudulentamente reembolsos do IVA. As empresas utilizavam companhias fictícias a quem supostamente compravam sucata, que depois era alegadamente revendida a outras sociedades em Espanha. As facturas falsas assim obtidas eram depois apresentadas ao fisco, para reemboloso do IVA. Entre 1999 e 2003, terão arrecadado 4,8 milhões de euros, segundo a investigação conduzida pela Inspecção Tributária e pela Polícia Judiciária, citada pelo JN.
Acusados de associação criminosa e fraude fiscal agravada e continuada, os arguidos pediram a abertura de instrução - um procedimento prévio no qual um juiz decide se o caso vai ou não a julgamento. Entre os acusados está Guilhermina Rego, vereadora do Conhecimento e Coesão Social na Câmara do Porto e que era accionista e administradora das empresas em causa.


