O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, defendeu hoje a “legalização da morte assistida” e afirmou que o seu partido vai contribuir para que os cidadãos possam decidir de uma forma “livre e informada”.
“[Portugal] deve legalizar a morte assistida, deve haver uma política a este respeito, deve ser uma escolha da própria pessoa os cuidados a que deve ter acesso e os que deve ter o direito de recusar”, defendeu o líder bloquista, num debate sobre “Perspectivas de evolução do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, na Ordem dos Médicos, em Lisboa.
O coordenador do Bloco afirmou que o seu partido irá participar no “combate à obstinação terapêutica” e contribuir para que os cidadãos possam ter “acesso livre e informado à morte assistida”.
SNS elogiado
Apesar de ter criticado a acção do Governo socialista nos últimos quatro anos em matéria de Saúde, na sua intervenção Louçã considerou que o Serviço Nacional de Saúde é “o maior sucesso dos vários serviços públicos que existem em Portugal”.
“O Serviço Nacional de Saúde deve e tem um função particularmente relevante como prestador de cuidados, como financiador e como regulador, e é o maior sucesso dos vários serviços públicos que existem em Portugal quando o comparamos pelos seus principais indicadores e percebemos a sua evolução extraordinária (...) ele é um dos filhos mais importantes desde o 25 de Abril, se o compararmos com outros serviços, como a Justiça”, advogou Francisco Louçã.
“A Saúde foi a área onde o Bloco conseguiu aprovar mais iniciativas, o que não é muito fácil quando o Parlamento está dominado por uma maioria absoluta”, afirmou o líder bloquista, referindo a aprovação da “carta dos direitos do utente da saúde”, que veio permitir mais “informação sobre tempos de espera e sobre condições de tratamento” para os cidadãos.
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