Forças de segurança pedem urgência na entrada em vigor da nova lei das armas

17.02.2009 - 12:01 Por PÚBLICO
As associações sócio-profissionais da GNR e da PSP apelaram hoje para que o novo regime sobre crimes com recurso a armas de fogo, anunciado pelo Governo há seis meses, entre com urgência em vigor. As medidas do Governo que indicavam, por exemplo, a prisão preventiva para todos os crimes com recurso a armas de fogo, são hoje discutidas na sub-comissão de Administração Interna da Assembleia da República.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, disse ao Rádio Clube que as alterações feitas por este Governo no Código de Processo Penal sobre a prisão preventiva vieram criar dificuldades à actuação das forças de segurança e considera essencial que o novo regime da lei das armas entre em vigor o mais rapidamente possível para que as polícias possam actuar com mais eficácia.
Da mesma opinião é José Manageiro. O presidente da Associação Sócio-Profissional da GNR, que considera lamentável esta demora, classificando como muito positivas as propostas de alteração à lei das armas feitas há seis meses pelo Governo.
Hoje o Parlamento retoma a discussão sobre esta alteração à lei das armas, com debate na sub-comissão de Administração Interna. Em reacção, Sónia Sanfona, deputada do PS, explica que foi preciso ouvir várias entidades sobre a matéria mas que a nova lei está quase concluída e espera que a alteração entre em vigor em breve.

