Profissionais das forças e dos serviços de segurança, nomeadamente da PSP e da GNR, manifestam-se hoje em Lisboa, pela terceira vez em quatro meses, para contestar o novo regime de aposentação e a equiparação dos seus subsistemas de saúde ao da ADSE.
A manifestação será antecedida por uma concentração, pelas 17h00, na Praça do Comércio, que terminará em frente à Presidência da República, em Belém.
O protesto foi convocado pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança, que integra a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Associação Sócio- Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF) e Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) e a Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) também aderiram à manifestação.
Os sindicatos e as associações contestam as alterações introduzidas no regime de assistência na doença, no congelamento da progressão automática nas carreiras profissionais e novo regime de aposentação e pré-aposentação.
O novo sistema de aposentações na PSP e na GNR mantém a idade da reforma nos 60 anos (na função pública está fixada nos 65 anos), mas aumenta o tempo de serviço de 36 para 40 anos para se atingir a reforma completa.
A manifestação de hoje segue-se a duas vigílias de protesto: uma ralizada a 31 de Agosto passado, próximo da residência oficial do primeiro-ministro, promovida pela CCP; e outra a 8 de Setembro, em frente ao Ministério da Administração Interna, organizada pelo SPP. Os sindicatos das forças de segurança também organizaram manifestações de protesto nos dias 22 e 23 de Junho, em Lisboa.


