Fogo-de-artifício

Figueira da Foz: feridos não violaram perímetro de segurança

25.06.2005 - 10:37 Por Lusa

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Nas operações de socorro aos feridos estiveram envolvidos 72 elementos dos bombeiros voluntários e municipais da cidade Nas operações de socorro aos feridos estiveram envolvidos 72 elementos dos bombeiros voluntários e municipais da cidade (DR)
O responsável do Serviço de Protecção Civil da Figueira da Foz admitiu ontem que os espectadores feridos na sequência do acidente com o lançamento de fogo de artifício de São João não violaram o perímetro de segurança.

Na altura dos acontecimentos, ao início da madrugada de ontem, Lídio Lopes apontou responsabilidades aos espectadores por estes, alegadamente, se encontrarem numa zona proibida.

Estas declarações do responsável da Protecção Civil Municipal foram, no entanto, desmentidas à Lusa, por várias testemunhas, algumas das quais ficaram feridas.

Ontem, no final da reunião onde a empresa pirotécnica assumiu uma falha técnica no lançamento dos projécteis como causa para o acidente, Lídio Lopes reconheceu que os espectadores feridos "não estavam", afinal, dentro do perímetro de segurança, "apesar das informações disponíveis no terreno apontarem no sentido de que várias pessoas haviam quebrado o perímetro".

O mesmo responsável justificou as afirmações anteriores com a existência de duas situações distintas: por um lado o facto de três espectadores terem violado o perímetro, por outro o incidente principal, que resultou nos 51 feridos.

"Estas pessoas que foram atingidas na zona do bar não estavam no perímetro de segurança", assumiu Lídio Lopes.

Já o comandante do Porto da Figueira da Foz, Louro Alves, admitiu, igualmente, que "não existiam pessoas dentro da zona de segurança".

Questionado pelos jornalistas sobre os três casos referidos, Louro Alves explicou que dois foram detectados "antes do fogo começar e um durante".

"Foram rapidamente retirados da área. Nenhum deles ficou ferido", afirmou.

O comunicado divulgado ontem, após uma reunião entre responsáveis da Figueira Grande Turismo (promotora das festas), da empresa pirotécnica e de representantes de entidades e autoridades presentes no local, indica que a zona de segurança "foi acautelada pela empresa promotora, sendo sugerida a sua definição pela empresa pirotécnica, que informou a Polícia Marítima da zona a delimitar".

O comunicado frisa ainda que as passadeiras Sul e Norte da praia da Figueira da Foz (contíguas aos locais de lançamento) "não tinham ninguém, fruto da actuação da Polícia Marítima, que interditou a passagem 15 minutos antes do fogo".

Nas operações de socorro aos feridos estiveram envolvidos 72 elementos dos bombeiros voluntários e municipais da cidade, Protecção Civil, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Cruz Vermelha Portuguesa.

Sete agentes da Polícia Marítima e 30 da PSP da Figueira da Foz participaram, igualmente, na operação de emergência onde estiveram ainda envolvidas 15 ambulâncias.

Dos 51 feridos, 35 deram entrada, ao longo da madrugada de ontem, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, onde três permanecem internados, não inspirando cuidados especiais, disse fonte hospitalar.

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