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Hospital da CUF remete mais esclarecimentos sobre o caso para esta tarde

Feto de mãe vacinada contra gripe A tinha problemas no cordão umbilical

18.11.2009 - 11:50 Por PÚBLICO

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Nenhum responsável de saúde admite que a vacinação possa ter estado na sua origem da morte fetal Nenhum responsável de saúde admite que a vacinação possa ter estado na sua origem da morte fetal (Paulo Pimenta)
O feto de 34 semanas que morreu após a mãe ter sido vacinada na passada sexta-feira contra a gripe A tinha problemas no cordão umbilical, avançou à TSF o Hospital da CUF Descobertas, em Lisboa, onde a grávida deu entrada na segunda-feira. A unidade hospitalar, que se recusa a concluir que essa complicação tenha estado na origem da morte, presta mais esclarecimentos sobre o caso esta tarde.

À rádio, o hospital indicou apenas que o cordão umbilical estava enrolado no feto, escusando-se a adiantar mais pormenores até às 14h00 de hoje, quando o director clínico da unidade irá prestar esclarecimentos sobre este caso. Ao PÚBLICO, o gabinete de comunicação do grupo José de Mello Saúde, proprietário do hospital, recusou comentar a informação, remetendo qualquer esclarecimento adicional para as declarações que serão prestadas esta tarde.

Na segunda-feira, uma grávida com 34 semanas de gestação deu entrada no Hospital da CUF Descobertas com o feto já sem vida. A mulher tinha sido vacinada contra a gripe A na sexta-feira passada, dia 13, uma situação semelhante à de uma outra grávida, também de 34 semanas, a quem no domingo foi confirmada a morte fetal dias depois da vacinação. A mulher deu entrada no Hospital de Portalegre três dias depois de ter recebido a vacina, afirmando que deixou de sentir os movimentos normais da criança poucas horas depois.

Em comunicado, a direcção clínica do Hospital de Portalegre avançava no dia seguinte que o feto morreu 18 a 24 horas antes da extracção, realizada no domingo, na sequência de alterações da circulação sanguínea (anoxia aguda). O relatório preliminar da autópsia é, no entanto, inconclusivo quanto às causas que provocaram essas alterações e que apontam para mais um caso de morte fetal súbita.

Apesar de nos dois casos, ocorridos em menos de uma semana, a morte fetal ter acontecido após a toma da vacina pela grávida contra o vírus H1N1, nenhum responsável de saúde admite que a vacinação possa ter estado na sua origem.

O director-geral da Saúde, Francisco George, tinha já lembrado que no ano passado, em Portugal, registaram-se 263 mortes fetais a partir das 28 semanas. “Há quase um caso por dia o que nos leva a admitir como pouco provável que esta morte tenha tido alguma relação com a vacina”, insistiu George, recomendando que “as grávidas devem continuar a vacinar-se”.

Também o presidente do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos partilha desta opinião. Luís Graça assegurou ao PÚBLICO que “o único efeito da vacina é estimular o sistema imunitário” pelo que não acarreta nenhum risco acrescido. Luís Graça insistiu também que todos os anos ocorrem 300 a 350 casos de morte fetal tardia pelo que acredita que esta morte não passa de uma “coincidência sem qualquer relação de causa-efeito” e que poderá ter tendência a aumentar visto que a cada dia são vacinadas mais grávidas. O médico insistiu também que países como a Suécia já vacinaram 2,5 milhões de pessoas sem “nenhum problema”.

Última actualização às 12h12

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Comentário + votado

Histeria colectiva ou prudência?

Também estou grávida de 18 semanas e não tomo a vacina. Ainda que estas mortes ...

Rita

18.11.2009 12:14

X

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