Marco de Canaveses

Ferreira Torres admite penhora pelo BPI das senhas de presença na câmara

09.02.2011 - 18:58 Por Lusa

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Avelino Ferreira Torres admitiu hoje à Agência Lusa que as suas senhas de presença como vereador nas reuniões da Câmara do Marco de Canaveses possam ter sido penhoradas pelo BPI, mas garantiu nada dever àquele banco.

O ex-presidente e actual vereador da oposição explicou que a penhora, que a Lusa sabe ter sido já comunicada à câmara por um solicitador judicial, tem a ver com o facto de ter sido avalista de um empréstimo de cerca de 9.000 euros que uma empresa têxtil contraiu no BPI.

Avelino Ferreira Torres comentava à Lusa as notícias de hoje do Correio da Manhã e do Jornal de Notícias que davam conta da penhora das suas senhas de presença - cerca de 70 euros por reunião.

“Eu fui avalista deles [empresa] há uns anos. Eles sempre cumpriram pontualmente. Agora, algumas empresas estão com dificuldades. Pelo que me foi dito, a empresa estava a renegociar o crédito que tinha com o BPI”, explicou.

O ex-presidente garantiu que a referida dívida da empresa estava também garantida ao banco por terrenos.

Avelino Ferreira Torres revelou, por outro lado, que não foi ainda notificado da penhora.

Na edição de hoje do JN também se refere que o autarca deverá cerca de dois milhões de euros a outros bancos, nomeadamente BPN e Santander, e às finanças.

À Lusa, Avelino Ferreira Torres negou dever dinheiro a título particular, mas admitiu que uma empresa de que é sócio, denominada Horizonte do Tâmega, deve dinheiro aos bancos.

O antigo presidente da Câmara do Marco de Canaveses explicou que a dívida, cujo valor não especificou, decorre de um empréstimo contraído para construir um centro de estágios com uma estalagem numa quinta na freguesia de Tuías.

Ferreira Torres explicou que, face à crise actual, a obra teve de parar, não reunindo actualmente condições para pagar.

Frisou, porém, que o dinheiro pedido ao banco estava garantido por terrenos que são propriedade da empresa.

“Os terrenos estão à ordem deles [bancos]”, observou.

Em relação à alegada dívida às finanças, Avelino Ferreira Torres admitiu haver um contencioso, mas defendeu que tudo decorre de um equívoco.

Explicou que há uns anos a sua empresa de compra e venda de imóveis adquiriu um terreno, mas o fisco veio depois a reclamar ao cidadão Avelino Ferreira Torres o pagamento de impostos relativos a essa transacção.

O ex-autarca garante que os impostos se reportam à empresa e não a si no plano pessoal.

Como resultado deste contencioso, as finanças ordenaram o congelamento de uma conta bancária titulada por Avelino Ferreira Torres, a qual servia para liquidar a prestação da compra de um apartamento no Porto.

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Comentário + votado

Qual o interesse desta notícia???

Que interesse tem na realidade a vida deste cidadão, igual, no fundo à de tantos outros???

Joaquim Narciso

09.02.2011 19:31

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