A Polícia Judiciária (PJ) de Faro deteve hoje de madrugada o suspeito da morte de uma menina de dois anos ocorrida quarta-feira no Hospital de Faro, onde deu entrada em estado de coma.
A notícia da morte da criança foi avançada na edição de hoje do Jornal "24 Horas", que diz que a menina morreu depois de ter dado entrada nas urgências do hospital com nódoas negras na barriga e em coma.
Em comunicado, a Judiciária acrescenta que a criança terá sido vítima de abuso sexual e que morreu devido a um traumatismo abdominal provocado por um objecto contundente.
O detido, de 20 anos, suspeito de homicídio qualificado e abuso sexual de crianças, era a pessoa a quem a mãe da criança, de 25, confiava a guarda da filha enquanto estava a trabalhar.
Segundo o "24 Horas" a menina era filha de uma mulher de nacionalidade ucraniana e com ela moravam, na zona da Galé, em Albufeira, o padrasto, brasileiro, e um irmão deste.
Contudo, a PJ não precisa no comunicado qual a nacionalidade da mãe nem do alegado homicida.
O porta-voz do Hospital de Faro disse que o óbito da criança foi declarado às 19h00 de quarta-feira, depois de ser submetida a uma intervenção cirúrgica.
Segundo a mesma fonte, a realização da autópsia permitiu concluir que a morte terá sido causada por múltiplas rupturas de vasos sanguíneos na zona abdominal e um traumatismo violento.
"Tudo aponta para causa traumática violenta", acrescentou.
O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e foi também entregue ao Ministério Público.


