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MSD

Farmacêutica critica descida do preço dos medicamentos em Portugal

10.11.2009 - 10:07 Por Lusa, PÚBLICO

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A nova empresa, designada MSD, vai passar a liderar o mercado português com uma quota de 8 por cento A nova empresa, designada MSD, vai passar a liderar o mercado português com uma quota de 8 por cento (PÚBLICO (arquivo))
O director-geral da MSD em Portugal, José Almeida Bastos, critica a baixa generalizada dos preços dos medicamentos em Portugal e alerta o Governo para os perigos da liberalização das margens dos medicamentos.

O responsável da MSD - empresa que resulta da fusão entre a Merck Sharp & Dohme e a Schering-Plough - admitiu que os governos têm autoridade para definir as suas políticas na saúde e considerou que há medidas que têm que ser tomadas para garantir a sustentabilidade do sistema, mas refere que algumas dessas medidas são perturbadoras.

"A descida contínua dos preços é uma delas, a passagem da margem [na venda do medicamento] de um sítio para o outro também", afirmou. "Nos preços temos uma posição muito clara: a última vez que tivemos um aumento global dos preços foi em 1999 e eu não conheço nenhum sector em que não haja aumentos de preços desde 1999", disse.

"As empresas conseguiram aguentar isto alguns anos, mas neste momento começam a entrar numa situação de alguma dificuldade", acrescentou. "Por outro lado, não faz sentido que haja uma transferência das margens [dos medicamentos] da inovação [pesquisa de novos medicamentos] para o retalho [farmácias]", disse. "Transferir uma margem de uma indústria inovadora, que traz impactos positivos para a saúde, que investe no país, que gera empregos altamente qualificados e que paga impostos altíssimos, para o retalho, para as farmácias, não me parece ser a solução lógica", explicou.

Quanto aos genéricos, o responsável desvalorizou a questão, lembrando que está habituado a conviver com eles no mercado. Identifica, contudo, dois graves problemas: a protecção de propriedade intelectual e a diferenciação positiva, em termos de comparticipação, face aos inovadores. Em Portugal, "ainda há genéricos que entram no mercado infringindo direitos de patentes e isso preocupa-nos. Sabemos que o Governo está também preocupado, mas temos que encontrar uma solução", disse. Quanto às dívidas do Estado aos fornecedores, José Almeida Bastos considera que terá de ser encontrada uma solução entre as duas partes.

Fusão

A fusão da Merck Sharp & Dohme e da Schering-Plought vai dar origem à maior farmacêutica em Portugal, com 600 empregados e um volume de negócios de 300 milhões de euros. A nova empresa, designada MSD, vai passar a liderar o mercado português com uma quota de 8 por cento e o responsável garante que a empresa vai continuar a investir em Portugal, embora esteja ainda em aberto o futuro da fábrica da Schering no país. O negócio, avaliado em 41,1 mil milhões de dólares (27,3 mil milhões de euros), foi concluída no dia 3 de Novembro, começando de imediato a integração operacional.

Almeida Bastos não afasta, no entanto, a possibilidade de haver despedimentos em resultado dessa procura de sinergias, mas não prevê "algo de dramático". O volume de negócios da Merck Sharpe & Dohme deverá crescer este ano cerca de 1 a 2 por cento, de acordo com o planeado, para pouco mais de 200 milhões de euros, afirmou Almeida Bastos. "Gostaríamos que fosse 4 ou 5 por cento, mas planeámos um crescimento anémico porque achámos que a conjuntura não ia ser fácil e também nos ajustámos a isso em termos de custos", acrescentou.

O responsável afirmou que as vendas da Merck estabilizaram este ano em Portugal por causa da dificuldade das pessoas em terem acesso a alguns medicamentos. O responsável não se quer comprometer com taxas de crescimento para os próximos anos, mas considera que as perspectivas são mais optimistas devido à fusão com a Schering-Plough, que vai permitir reforçar o lançamento de novos medicamento no mercado.

O director-geral da MSD em Portugal afirmou que a empresa espera lançar no próximo ano dois novos medicamentos, que correspondem a "inovações terapêuticas em áreas como oftalmologia e anestesia". A empresa tem ainda pronto para lançamento, à espera da autorização do Governo, novos produtos resultantes da pesquisa biotecnológica, eficazes em doenças incapacitantes como a artrite reumatóide.

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Os preços não podem nem devem baixar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Solidariedade com as Farmácias

Porque raio só pensam em retirar os lucros às farmácias?Não têm mais em ...

Carlos Marques

11.11.2009 00:28

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