Algumas famílias do bairro da Quinta da Fonte, palco de confrontos quinta e sexta-feira, tentaram na última madrugada ocupar um prédio desocupado no bairro vizinho da Quinta da Mós, alegando terem recebido ameaças de morte. O corpo de intervenção da PSP foi chamado de emergência e impediu a ocupação.
Algumas famílias forçaram a entrada num prédio da Quinta da Mós, em Fetais, concelho de Loures, de construção recente e destinado a realojamento social. Segundo o comissário Resende, comandante da PSP de Loures, a situação foi de imediato resolvida.
Carlos Teixeira, autarca de Loures, ouvido pela TSF, não aceita as justificações dos moradores. “Não estamos num país de selvagens. Não se ocupam casas só porque estão desabitadas”.
O autarca disse ainda que não cabe à câmara municipal resolver os problemas de vizinhança.
O bairro da Quinta da Fonte foi palco de troca de tiros na quinta-feira à noite e na sexta-feira à tarde. Como resultado dos desacatos, dois jovens de 23 anos foram detidos e, depois de terem sido presentes ao Tribunal de Loures, saíram em liberdade com termo de identidade e residência. Ficam obrigados a apresentar-se duas vezes por semana na esquadra de Loures.
Ontem o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, esteve no concelho de Loures e condenou de forma “muito firme” os tiroteios. Aproveitou ainda para anunciar a assinatura, em breve, de um contrato com a autarquia para melhorar a segurança nos bairros problemáticos.


