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Também inibido de se ausentar para o estrangeiro sem autorização judicial

Face Oculta: terceiro quadro da Refer suspenso de funções pelo tribunal

12.11.2009 - 18:26 Por Lusa

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Carlos Vasconcellos tornou-se hoje no terceiro quadro da Refer (Rede Ferroviária Nacional) a ser suspenso de funções pelo Juízo de Instrução Criminal do processo Face Oculta.

O arguido ficou também inibido de se ausentar para o estrangeiro sem autorização judicial e proibido de contactar com outros arguidos. O advogado de Carlos Vasconcellos, João Folque, não quis comentar as medidas de coacção fixadas.

Os dois outros quadros da Refer suspensos de funções por decisões anteriores do Juízo de Instrução Criminal são Manuel Guiomar e José Lopes Valentim.

De acordo com a investigação, Manuel Godinho terá contactado telefonicamente Carlos Vasconcellos, a 25 de Março, dizendo-se disposto a comparticipar uma campanha partidária, caso fosse superado um diferendo que tinha com a Refer.

Os investigadores não especificam de que campanha se tratava, nem qual ou quais os partidos que seriam beneficiários da ajuda.

O problema que preocuparia Godinho relacionava-se com o processo Carril Dourado, no qual a Refer lhe exigia uma indemnização de 105 mil euros pelo alegado furto de carris da Linha do Tua.

Vasconcellos também terá participado num almoço com Godinho e com outras pessoas, no qual se terá combinado exercer pressões sobre a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, para que destituísse o presidente da Refer.

Ainda segundo a investigação, o arguido teria recebido de Godinho 2500 euros por alegadamente lhe ter fornecido informação privilegiada sobre o posicionamento da administração da Refer face ao seu grupo empresarial.

Os investigadores detectaram, por outro lado, que Vasconcellos terá participado numa reunião com Manuel Godinho para fins não especificados. Outro dos participantes nessa reunião, ocorrida num escritório de advogados de Lisboa, terá sido o próprio causídico que o representou hoje em Aveiro, João Folque.

Caução de 50 mil euros para sobrinho do principal arguido

Também hoje, o juiz de instrução António Costa Gomes fixou uma caução de 50 mil euros para Hugo Sá Godinho, sobrinho do principal arguido, o empresário de sucatas Manuel Godinho.

De acordo com o advogado do arguido, Artur Marques, o sobrinho de Manuel Godinho fica sujeito a mais três medidas de coacção: apresentação bissemanal às autoridades, inibição de contactar outros arguidos e proibição de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial.

Artur Marques não especificou os crimes imputados a Hugo Sá Godinho, mas o juiz-presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão esclareceu, mais tarde, que o sobrinho de Godinho está indiciado por um crime de associação criminosa, um de corrupção activa para acto ilícito, um de corrupção activa no sector privado, quatro de furto qualificado e dois de burla qualificada.

Segundo Paulo Brandão, perspectiva-se para sexta-feira a divulgação das medidas de coação ao arguido Paiva Nunes, um quadro da EDP imobiliária que foi ouvido esta semana.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas, havendo 15 arguidos, incluindo o presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium/BCP.

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Comentário + votado

Penedos

Sera´que o Penedos tanbém pode ser suspenso pelo DIAP de Aveiro?Ou só a arraia ...

vg

12.11.2009 19:18

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