A divulgação das medidas de coacção a Armando Vara, ainda hoje ou na próxima semana, culminará quase um mês de interrogatórios a 18 pessoas constituídas arguidas no processo Face Oculta.
Lista dos restantes 17 arguidos, crimes imputados e medidas de coacção fixadas:
-MANUEL JOSÉ GODINHO, empresário. Medida de coacção fixada em 30 de Outubro: prisão preventiva. Crimes por que está indiciado: 13 de corrupção activa para acto ilícito, cinco de corrupção no sector privado, cinco de tráfico de influências, um de associação criminosa, quatro de furto qualificado e dois de burla qualificada.
-MANUEL ESPADINHA GUIOMAR, quadro da Refer-Rede Ferroviária Nacional. Medidas de coacção fixadas em 05 de Novembro: suspenso de funções na Refer, proibido de estabelecer contactos com outros arguidos e de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial. Crimes por que está indiciado: um de corrupção passiva para acto ilícito e dois de corrupção activa.
-MÁRIO SOUSA PINHO, chefe da Repartição de Finanças de São João da Madeira. Medidas de coacção fixadas em 06 de Novembro: suspenso de funções, impedido de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial e proibido de contactar outros arguidos do processo e “um terceiro devidamente identificado”. Crimes por que está indiciado: um de corrupção passiva para acto ilícito.
-JOSÉ LOPES VALENTIM, quadro da Refer-Rede Ferroviária Nacional. Medidas de coacção fixadas em 09 de Novembro, sendo suspenso de funções na Refer, proibido de contactar com outros arguidos e impedido de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial. Crimes por que está indiciado: não divulgados.
-NAMÉRCIO CUNHA, alegado homem de confiança de Manuel Godinho. Medidas de coacção fixadas em 10 de Novembro: caução de 25 mil euros, proibição de se deslocar ao estrangeiro sem autorização da Justiça e inibido de contactar outros arguidos. Crimes por que está indiciado: um de associação criminosa e dois de corrupção activa para acto ilícito.
-JOSÉ ANTÓNIO CONTRADANÇAS, vogal da administração da empresa IDD (Indústria de Desmilitarização e Defesa), que integra o universo EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas. Medida de coacção fixada em 11 de Novembro: Termo de Identidade e Residência. Crimes por que está indiciado: não divulgados.
-HUGO SÁ GODINHO, sobrinho do principal arguido, o empresário de sucatas Manuel Godinho. Medidas de coacção fixadas em 12 de Novembro: caução de 50 mil euros, apresentação bissemanal às autoridades, inibição de contactar outros arguidos e proibição de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial. Crimes por que está indiciado: um de associação criminosa, um de corrupção activa para acto ilícito, um de corrupção activa no sector privado, quatro de furto qualificado e dois de burla qualificada.
-CARLOS VASCONCELLOS, quadro da Refer-Rede Ferroviária Nacional. Medidas de coacção fixadas em 12 de Novembro: suspenso de funções na Refer, inibido de se ausentar para o estrangeiro sem autorização judicial e proibido de contactar com outros arguidos. Crimes por que está indiciado: um crime de corrupção passiva para acto ilícito.
-PAIVA NUNES, administrador da EDP Imobiliária. Medidas de coacção fixadas em 17 de Novembro: caução de 25 mil euros, suspenso de funções, inibido de contactar outros arguidos e de se deslocar ao estrangeiro sem autorização judicial. Crimes por que está indiciado: não divulgados.
-PAULO PENEDOS, advogado e filho do presidente da REN, José Penedos. Medidas de coacção fixadas em 20 de Novembro: caução de 25 mil euros, obrigação de não contactar outros arguidos, à excepção do seu pai, interdição de contactar funcionários da REN e proibição de entrar nas instalações daquela empresa. Crimes por que está indiciado: um de tráfico de influência.
-LOPES BARREIRA, co-fundador, com Armando Vara, da extinta Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária, que classificou este processo como um “linchamento político”. Medidas de coacção e crimes que foram imputados em 12 de Novembro: não divulgados oficialmente, por imposição da sua defesa.


