"Face Oculta": PJ confirma buscas em 11 locais e constitui 12 arguidos

28.10.2009 - 18:27 Por José Bento Amaro
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, e em perfeita articulação com o Ministério Público no DIAP do Baixo Vouga, realizou no dia de hoje uma acção em vários pontos do país (Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Lisboa, Oeiras, Sines, Alcochete, Faro, Ponte de Sôr e Viseu) que se concretizou na realização de cerca de 30 buscas, entre domiciliárias e a postos de trabalho, bem como na constituição de arguidos.
A investigação em curso tem como objecto a actividade de um grupo empresarial, da zona de Aveiro, que, através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área de recolha e gestão de resíduos industriais.
Na acção, em que colaboram investigadores das Directorias do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo, da UNCC e, também, elementos da UTI, foram apreendidos elementos com interesse probatório.
Foi detido um indivíduo e foram constituídos doze arguidos a quem foi determinada a apresentação, oportunamente, às Autoridades Judiciárias para interrogatório e aplicação das medidas coactivas tidas por pertinentes.
As buscas que a PJ está a realizar, numa operação de “grande envergadura”, relacionam-se com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, disse fonte policial.
O dono da empresa O2-Tratamento e Limpezas Ambientais já tinha sido constituído arguido no ano passado no âmbito de um processo relacionado com facturas falsas num valor superior a 31 milhões de euros e que terão lesado o Estado em cerca de 11,6 milhões de euros.
A edição online do "Correio da Manhã" noticiou hoje que a Polícia Judiciária (PJ) estava a realizar buscas nas empresas Rede Ferroviária Nacional (REFER), Rede Eléctrica Nacional (REN) e outras detidas directa ou indirectamente pelo Estado, no âmbito de uma investigação relacionada com crimes económicos.
Em declarações à agência Lusa, Teófilo Santiago, responsável pela PJ de Aveiro, que está a coordenar a operação, disse que “as empresas não estão em causa, mas sim quadros que nelas trabalham”.

