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Obrigado a pagar caução de 25 mil euros

Face Oculta: Paiva Nunes suspenso de funções na EDP Imobiliária

17.11.2009 - 12:15 Por Maria José Santana

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Adriano Miranda (arquivo) Adriano Miranda (arquivo) (Paiva Nunes é um dos arguidos no processo Face Oculta)
O administrador da EDP Imobiliária Paiva Nunes, arguido no processo Face Oculta, fica suspenso de funções por ordem do juiz de instrução criminal de Aveiro. A esta medida de coacção acresce ainda a obrigatoriedade de pagar uma caução de 25 mil euros, bem como o impedimento de viajar para o estrangeiro sem autorização prévia do tribunal ou de contactar com os outros arguidos, directa ou indirectamente.

As medidas de coacção foram divulgadas esta manhã pelo seu advogado, Castanheira Neves, aguardando-se a sua confirmação no comunicado que deverá ser lido pelo presidente da comarca do Baixo-Vouga, Paulo Brandão, e a partir do qual serão conhecidos quais os crimes pelos quais Paiva Nunes está indiciado.

Recorde-se que Paiva Nunes já tinha optado por suspender funções mas, agora, fica obrigado a manter-se afastado do cargo. O arguido começou a ser ouvido na tarde e noite do passado dia 10. O interrogatório prosseguiu durante a tarde e noite da última sexta-feira, e chegou hoje ao fim com a divulgação das medidas de coacção.

Hoje está também a ser ouvido José Penedos, presidente das Redes Energéticas Nacionais, e Paulo Penedos, seu filho. O primeiro chegou às 9h00 ao tribunal, acompanhado pelos seus advogados José Manuel Galvão Telles e Rui Patrício. Paulo Penedos entrou às 13h30, com o advogado Ricardo Sá Fernandes.

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