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Advogados de Manuel Godinho recorrem de medida de coacção

Face Oculta: Paiva Nunes está a ser interrogado no JIC de Aveiro

13.11.2009 - 13:59 Por Maria José Santana

O administrador da empresa EDP Imobiliária, Paiva Nunes, arguido no processo Face Oculta, voltou hoje ao Juízo de Instrução Criminal (JIC) de Aveiro. O interrogatório a Paiva Nunes tinha iniciado na passada terça-feira, mas acabou por ser interrompido ao início da noite.
Advogados de Manuel Godinho alegam doença do arguido para pedir mudança na medida de coacção Advogados de Manuel Godinho alegam doença do arguido para pedir mudança na medida de coacção (Adriano Miranda)

Hoje, o arguido chegou às instalações do JIC cerca das 9h00, perspectivando-se que até ao final da tarde possam vir a ser conhecidas as medidas de coacção. O interrogatório foi interrompido para almoço e, de acordo com Castanheira Neves, advogado de Paiva Nunes, será retomado durante a tarde.

O administrador da empresa detida a cem por cento pela EDP – e que já suspendeu funções – é suspeito de ter apresentado a Manuel Godinho, em finais de Maio passado, um quadro superior da Petrogal, António Paulo Costa. Ambos, segundo o mandado de detenção, aceitaram assegurar vantagens ao grupo empresarial de Aveiro em concursos e contratos públicos de empresas do sector público. Em troca terão recebido duas viaturas Mercedes, de alta cilindrada, de valor não inferior a 50 mil euros cada uma.

Entretanto, os advogados de Manuel Godinho requereram esta semana ao Juízo de Instrução Criminal de Aveiro que “adapte” a medida de coacção a que o principal arguido da Face Oculta está sujeito (prisão preventiva) ao seu estado de saúde “preocupante”.

Pedro Teixeira, um dos advogados do arguido, disse hoje à agência Lusa que o requerimento, apresentado quarta ou quinta-feira, alude a relatórios médicos que referem um quadro cardiovascular “complicado” e “problemas graves” de diabetes de Manuel José Godinho. Segundo o advogado, estes problemas de saúde são sublinhados quer pelo médico pessoal de Manuel Godinho, quer pelos serviços clínicos do Estabelecimento Prisional de Aveiro, onde o arguido se encontra.

O advogado não quis adiantar que solução preconiza - transferência de Godinho para um hospital-prisão ou prisão domiciliária -, preferindo “dar inteira liberdade ao juiz para decidir”. O causídico sublinhou que este requerimento é “independente” do recurso que Manuel Godinho vai apresentar contestando a prisão preventiva, por a entender injustificada.O recurso está ainda a ser preparado, segundo o advogado.

O juiz de instrução do processo Face Oculta determinou a prisão preventiva de Manuel José Godinho no dia 30 de Outubro, indiciando-o por um total de 30 crimes: 13 crimes de corrupção activa para acto ilícito, cinco de corrupção no sector privado, cinco de tráfico de influências, um de associação criminosa, quatro de furto qualificado e dois de burla qualificada.

Manuel Godinho foi a única pessoa detida durante a operação Face Oculta, realizada a 28 de Outubro pela PJ em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado aquele empresário.

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Comentário + votado

Tou cheeeioooo de pena!!!

Pois é!!! Isto de andar sempre de Mercedes, altos jantares e não fazer exercício ...

Achille Talon

13.11.2009 14:41

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