O quinto arguido do processo Face Oculta a ser interrogado no Juízo de Instrução Criminal (JIC) de Aveiro, José Valentim, quadro da Refer, também ficou suspenso do exercício da sua profissão. A medida de coacção foi divulgada cerca das 15h00 pelo juiz presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão, pouco depois do arguido ter abandonado as instalações, acompanhado do seu advogado, Carlos Duarte.
Além da suspensão de funções, José Valentim fica ainda obrigado a não se ausentar para o estrangeiro sem autorização prévia do tribunal e impedido de contactar com os restantes arguidas. “O juiz de instrução considerou fortemente indiciada a prática pelo arguido de um crime de corrupção passiva”, é referido no comunicado emanado o tribunal.
As medidas de coacção aplicadas ao arguido hoje ouvido no JIC de Aveiro são semelhantes às que foram já aplicadas a Manuel Guiomar, também ele quadro da Refer, e a Sousa Pinho, chefe da repartição de Finanças de São João da Madeira.
À saída do JIC, o advogado de José Valentim declarou que não estava satisfeito com as medidas de coacção. “Satisfeito estaria se saísse daqui com termo de identidade e residência”, referiu Carlos Duarte. Nas declarações que prestou aos jornalistas o causídico deixou em aberto a possibilidade de recorrer: “Vamos analisar e vamos agir em conformidade”.
Depois de dar por concluído o interrogatório a José Valentim, o juiz de instrução reiniciou, cerca das 15h00, o inquérito a Namércio Cunha, colaborador do principal arguido do processo, o empresário Manuel Godinho.
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