O empresário Manuel José Godinho, detido quarta-feira passada no âmbito da operação “Face Oculta”, saiu das instalações do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro cerca das 18h30 acompanhado de dois elementos da PJ. O interrogatório durou seis horas.
O seu advogado, Pedro Teixeira, também saiu das instalações do DIAP, sem prestar declarações aos jornalistas.
Nesta altura, desconhece-se se o interrogatório terminou ou se o juiz que está a ouvir o empresário de Ovar decidiu fazer uma pausa para jantar.
Manuel José Godinho, o único detido no âmbito da operação “Face Oculta”, esteve a ser ouvido pelo juiz de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga durante cerca de seis horas, com apenas uma pausa para almoço de cerca de uma hora e meia.
Quando regressava do almoço, o empresário limitou-se a dizer aos jornalistas que o interrogatório “está a decorrer normalmente”.
Manuel José Godinho foi a única pessoa detida durante a operação “Face Oculta”, realizada na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 14 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.


