Face Oculta: Funcionária de Godinho indiciada por associação criminosa e cumplicidade em burla

25.11.2009 - 13:43 Por Lusa
A arguida do processo Face Oculta Maribel Rodrigues, funcionária do empresário Manuel Godinho, está indiciada por um crime de associação criminosa e dois de cumplicidade em burla qualificada, tendo de pagar uma caução de 15 mil euros.
De acordo com o seu advogado, Artur Marques, que falava hoje aos jornalistas à saída do Juízo de Instrução Criminal de Aveiro, Maribel Rodrigues fica ainda sujeita a uma segunda medida de coacção: proibição de contactar com os demais arguidos, excepto se isso for estritamente necessário ao exercício da sua função.
“É adequado às circunstâncias. Não temos intenção de recorrer”, afirmou Artur Marques, referindo-se ao conjunto de medidas de coacção fixadas.
Fonte ligada ao processo disse à Lusa que segundo a investigação do processo Face Oculta Maribel Rodrigues, a 17.ª arguida a ser ouvida pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, aderiu aos planos alegadamente criminosos do empresário de sucatas Manuel Godinho, que conheceria desde a primeira hora.
Era ela, ainda segundo a investigação, que colocava em envelopes o dinheiro que Manuel Godinho requisitava para os supostos subornos, disse a mesma fonte.
Ainda durante o dia de hoje deverá passar pelo Juízo de Instrução Criminal o arguido José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, a fim de conhecer as medidas de coacção.
A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho, actualmente em prisão preventiva.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e pelo menos 17 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo "Face Oculta".

