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Auditoria

Face Oculta: Deloitte não detecta actos que constituam crime público na REN

23.11.2009 - 18:07 Por Lusa

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A Deloitte não identificou "a prática de quaisquer actos que constituam crime público" nas relações entre a REN e a empresa O2, do empresário Manuel Godinho - principal arguido no processo Face Oculta, indicou hoje a empresa energética.

Nas conclusões do seu relatório, no entanto, a empresa de auditoria escreve que "foram assinaladas insuficiências dos procedimentos internos de contratação, em particular no plano dos critérios de selecção das modalidades de adjudicação e dos processos de tomada de decisão interna".

Foi também "identificada a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo interno em relação ao acompanhamento da execução dos contratos de gestão de resíduos", escreve a Deloitte.

As conclusões pertencem a um relatório pedido pela REN, empresa que gere as redes de transporte de electricidade e gás natural em Portugal, após o seu presidente, José Penedos, ter sido constituido arguido no âmbito do Face Oculta.

O conteúdo do relatório foi hoje transmitido pela Comissão de Auditoria da REN ao Conselho de Administração da empresa e na sequência este deliberou excluir a O2 da lista de fornecedores qualificados, "com vista a não lhe serem adjudicados novos trabalhos".

Atendendo aos resultados da aludida auditoria externa, Já a Comissão de Auditoria, face às conclusões do relatório da Deloitte, decidiu enviá-lo ao Ministério Público e solicitar à mesma empresa "uma análise rigorosa e exaustiva da integridade e eficiência dos sistemas de controlo interno" da REN.

O Conselho de Administração decidiu igualmente "estender a auditoria das relações contratuais com a O2 à análise das transacções subjacentes" e "reforçar os meios ao dispor do gabinete de auditoria interna da REN".

A REN comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o resultado da reunião de hoje entre a Comissão de Auditoria e o seu Conselho de Administração, mas a nota é omissa sobre se José Penedos se vai manter ou não no cargo de presidente da empresa.

A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Desde 30 de Outubro, data de início dos interrogatórios judiciais, foram ouvidos vários arguidos do processo, indiciados por um total de meia centena de crimes, entre os quais o próprio José Penedos.

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Comentário + votado

a globalização do SAQUE

Deve ter recebido uma boa maquia para chegar a tais conclusões ... o que é curioso é ...

João

23.11.2009 18:44

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