O arguido do processo Face Oculta e funcionário da Refer José Valentim chegou há alguns minutos ao Juízo de Instrução Criminal de Aveiro, onde estão a ser interrogados os arguidos deste caso.
O interrogatório de um outro arguido, Namércio Cunha, deverá prosseguir também hoje, depois de a sua inquirição ter sido interrompida na sexta-feira por não ser possível concluir a audição antes do fim-de-semana. Segundo a investigação, Namércio Cunha estabelecia a ponte entre o principal arguido, o empresário Manuel Godinho, e a Redes Eléctricas Nacionais (REN), a empresa dirigida por José Penedos, outro arguido no processo.
Desde o dia 30 de Outubro, aquando do início dos interrogatórios judiciais, um arguido foi colocado em prisão preventiva (o empresário Manuel José Godinho) e dois foram suspensos de funções: Manuel Guiomar, quadro da Refer, e Mário Pinho, funcionário da Repartição de Finanças de São João da Madeira.
No dia 28 de Outubro, a Polícia Judiciária desencadeou a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas (domiciliárias e a postos de trabalho) e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP (que já suspendeu as funções), José Penedos e o filho deste, Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho. Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa também foi constituído arguido no processo Face Oculta, segundo o presidente da Empordef, a holding das indústrias de defesa portuguesas.


