• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince
  • Houston, temos um problema, disse Obama
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha

Conferência Episcopal Portuguesa

Eutanásia "traduz falta de empenho" da sociedade

12.11.2009 - 17:00 Por António Marujo

  • Votar 
  •  | 
  •  3 votos 
A eutanásia "traduz a falta de empenho de uma sociedade em procurar meios que permitam viver dignamente todas as fases da existência humana", considera a Conferência Episcopal Portuguesa.
A eutanásia concretiza "um desejo que o homem contemporâneo tem de se apoderar da morte", dizem os bispos A eutanásia concretiza "um desejo que o homem contemporâneo tem de se apoderar da morte", dizem os bispos (Daniel Rocha)

Na nota pastoral Cuidar da Vida até à Morte (ver link), divulgada esta tarde em Fátima, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) acrescenta que a legitimação jurídica da eutanásia "teria como consequência uma pressão inevitável sobre todas as pessoas cuja vida não correspondesse aos padrões que são dominantes em determinada sociedade".

O texto reafirma a doutrina oficial católica sobre o tema, mas começa por afirmar que o termo "eutanásia" é muitas vezes aplicado "a situações que não o são de facto". Para os bispos, "tornou-se dominante uma concepção de autonomia em que a liberdade individual é elevada a direito absoluto". E a eutanásia concretiza "um desejo que o homem contemporâneo tem de se apoderar da morte".

A nota acrescenta ainda cinco critérios éticos para discernir sobre o tema. Na óptica dos bispos católicos, deve ser respeitado o imperativo "não matarás", o que torna "inaceitável" qualquer "acção ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte".

Diferente é "a legítima renúncia a recorrer a todos os meios para manter viva uma pessoa em estado terminal". Há uma "diferença fundamental entre matar e deixar morrer", pois "proteger a vida não significa prolongá-la a todo o custo". Também se deve distinguir o "matar e acompanhar o morrer" – e, neste ponto, os bispos insistem nos cuidados paliativos e na humanização do acompanhamento dos doentes terminais ou em grande sofrimento.

"Nem sequer usamos a expressão 'ajudar a morrer' para evitar confusão", disse ao PÚBLICO o vice-presidente da CEP, D. António Marto, bispo de Leiria. O que é necessário é "criar todas as condições de assistência médica e assistência humana, de satisfazer as necessidades de anseios humanos e espirituais, eliminar a solidão, dar a confiança e a esperança", afirmou.

No último dos critérios, os bispos falam da declaração antecipada de vontade, ou testamento vital, salvaguardando as cautelas que devem ser tidas em conta na sua regulamentação.

  • 1494 leitores
  • 46 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1409585

Comentário + votado

Falta de informação

Alguém já se deu ao trabalho de perguntar directamente aos doentes terminais, familiares ou amigos ...

Deus não existe

12.11.2009 17:15

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.