EUA: Governo empresta petróleo a empresa afectada pelo furacão "Katrina"

31.08.2005 - 16:20 Por AFP, Lusa
O departamento norte-americano da Energia vai emprestar petróleo da sua reserva estratégica a uma empresa que solicitou auxílio devido às interrupções de produção provocadas pela passagem do furacão "Katrina" pelo sul dos Estados Unidos.
Ontem, o departamento de Energia recebeu um pedido de empréstimo de reservas estratégicas de petróleo por parte de uma empresa petrolífera instalada no Golfo do México.
"Na noite passada, aprovei o pedido da empresa de um empréstimo de petróleo das reservas estratégicas", afirmou o secretário da Energia norte-americano, Samuel Bodman.
O mesmo responsável acrescentou que o departamento que dirige continuará a apreciar outros pedidos que entretanto sejam feitos por parte de empresas cuja produção seja afectada pelo furacão "Katrina".
Quando o furacão começou a afectar o sul do país, a Administração Bush fez saber que o petróleo da reserva estratégica estaria disponível para as empresas que dele necessitassem.
O "Katrina" provocou uma diminuição de 95 por cento da produção petrolífera da região do Golfo do México, responsável por cerca de 30 por cento da produção norte-americana.
Conselheiro da Casa Branca fala em "impacte modesto" na economia dos EUA
O furacão "Katrina" deverá ter um "impacte modesto" no conjunto da economia norte-americana se as infra-estruturas do Golfo do México não forem seriamente afectadas, considerou hoje Ben Bernanke, chefe da equipa de conselheiros económicos da Casa Branca, à estação de televisão CNBC.
"Temos uma situação difícil, referente ao combustível, mas penso que se o impacte na energia for temporário e se as infra-estruturas não forem danificadas de forma definitiva, os efeitos na economia deverão ser modestos", considerou.
Para Ben Bernanke, o impacte económico “será absorvido de forma relativamente fácil, como temos absorvido outras catástrofes naturais como o furacão 'Ivan'”, acrescentou.
Hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) disse estar pronta para accionar, caso seja necessário, o seu plano de emergência para compensar os estragos causados nas instalações petrolíferas.
“Uma resposta global é prematura. É preciso saber a extensão dos prejuízos”, lembrou Claude Mandil, director-executivo da agência.
Os países membros da AIE dispõem de cerca de quatro mil milhões de barris de reserva.

