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Análise encomendada pelo primeiro-ministro

Estudo recomenda opção pelo nuclear na Austrália

21.11.2006 - 12:52 Por AFP, PUBLICO.PT

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John Howard disse que o Governo não vai alterar a sua posição relativamente a Quioto John Howard disse que o Governo não vai alterar a sua posição relativamente a Quioto (Alan Porrit/EPA (arquivo))
O nuclear é uma opção viável para satisfazer as necessidades energéticas da Austrália dentro de dez ou 15 anos, revela um estudo encomendado pelo primeiro-ministro John Howard, apresentado hoje em Canberra.

A energia nuclear "é a menos cara, tem poucas emissões e pode desempenhar um papel no futuro", salienta o relatório, elaborado em cinco meses por uma equipa coordenada pelo físico Ziggy Switowski.

De acordo com o grupo de trabalho, 25 reactores poderão satisfazer um terço das necessidades eléctricas do país e combater os gases com efeito de estufa (GEE) até 2050.

No entanto, o estudo diz que estes reactores nucleares devem ser construídos perto dos maiores centros urbanos e de cursos de água.

Mas, segundo o site da ABC, o ministro federal da Indústria, Ian Macfarlane, já veio garantir que as centrais não precisam de ser construídas pertos de grandes aglomerados populacionais.

Ambientalistas condenam estudo

A organização ecologista australiana Wilderness Society condenou o estudo. Alan Marr, da organização, disse que o primeiro-ministro "teve o relatório que queria".

David Noonan, da Australian Conservation Foundation, acredita que a comunidade nunca vai apoiar a construção de reactores perto dos centros populacionais. "Não existe possibilidade da comunidade australiana aceitar os riscos destes reactores nucleares (...) nem de aceitar viver numa lixeira nuclear".

Segundo o cientista Barney Foran, da Australian National University, cada reactor vai produzir cem toneladas de resíduos radioactivos por ano.

Câmara do Comércio e indústria apoiam reactores

Peter Hendy, da Câmara australiana do Comércio e Indústria (ACCI), afirma que vê a energia nuclear como uma "verdadeira opção viável".

Mitch Hooke, do Conselho dos Minerais da Austrália, diz que a indústria do urânio deseja ver um futuro mais favorável. O estudo "apresenta a fundação para remover as restrições à expansão da indústria do urânio na Austrália".

Seguindo o exemplo dos Estados Unidos, a Austrália recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto das Nações Unidas.

John Howard disse várias vezes que o seu Governo não vai alterar a posição relativamente a Quioto e já iniciou negociações com vista à introdução do nuclear como fonte de energia.

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